
A venda de pescados bateu recorde nesta Semana Santa nas unidades do Armazém Solidário, programa da Prefeitura de São Paulo criado para garantir o acesso a alimentos saudáveis, nutritivos e a preços mais acessíveis para famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico.
Foram vendidas mais de 12 toneladas de pescados apenas nesta semana, em um total de 20 toneladas desde o início do ano, beneficiando milhares de famílias que, por tradição religiosa, cultural ou familiar, podem honrar a tradição de comer peixe nestev período.
Os pescados se tornaram o alimento principal desta data mesmo em regiões em que não são consumidos no dia a dia.
Porém, ainda são um alimento menos acessível que outras fontes de proteína, como ovo e frango, o que impede muitas famílias de celebrar a data como gostaria.

Segundo o Secretário Executivo de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento da Prefeitura de São Paulo, Vitor Arruda, que destaca a importância do programa para as famílias cadastradas no CadÚnico, quase 1.3 milhão de paulistanos já foram atendidos pelo Armazém Solidário.
Segundo ele, são mais de 18,5 milhões de itens vendidos nas sete unidades em funcionamento em todas as regiões da capital paulista. E mais duas unidades devem ser inauguradas ainda este ano.
Produto com preços inacessíveis
Vitor Arruda ressaltou ainda os valores praticados no mercado, que tornam os pescados um produto inacessível para a maioria das famílias.
Como exemplos, ele mencionou o bacalhau, encontrado custando mais de R$ 156 o quilo em lojas de São Paulo; o salmão, que ultrapassou os R$ 95 por quilo, e a tilápia, que é um pouco mais popular e mesmo assim já está acima de R$ 45 por quilo nos supermercados convencionais.
Citou também o preço, historicamente o pescado mais barato, que acumula uma alta de 92% no valor do quilo nos últimos dias, segundo o Ceagesp.
Ainda na avaliação do secretário, neste cenário, o Armazém Solidário atua para cumprir o papel de oferecer para as famílias inscritas no CadÚnico alimentos como peixes, carnes, hortifrútis, orgânicos e outros produtos alimentícios com preços de 30% a 50% menores com relação ao mercado convencional da região.
