
Os Estados Unidos resgataram, na noite deste sábado (4), um oficial das Forças Armadas que pilotava um caça F-15E abatido pelo Irã na sexta-feira.
O anúncio foi feito pelo presidente Donald Trump, em publicação na rede social Truth Social. Segundo ele, o piloto foi localizado e está “são e salvo”.
Antes do resgate, a localização do militar era monitorada continuamente, enquanto forças iranianas se aproximavam cada vez mais da área, segundo Trump.
Para a operação de resgate, o presidente afirmou ter autorizado o envio de dezenas de aeronaves equipadas com “as armas mais letais do mundo”. Enquanto os aviões de ataque dos EUA lançavam bombas contra comboios iranianos, as forças americanas adentravam o país em busca de localizar o segundo piloto.
De acordo com ele, esta foi a primeira vez que os Estados Unidos conseguiram resgatar dois pilotos abatidos em território inimigo sem registrar mortos ou feridos entre suas tropas.
O piloto da segunda aeronave atingida pelo Irã já havia sido resgatado anteriormente pelas forças americanas.
Tensão no Oriente Médio
O episódio ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio após o início da guerra, em 28 de fevereiro, envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã.
Como parte do conflito, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, por onde passa cerca de 20% da produção global. A medida provocou reação dos EUA, que classificaram o bloqueio como inaceitável, e elevou a preocupação internacional com os impactos no abastecimento e nos preços de energia.
Diante desse cenário, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) discute uma proposta que pode autorizar o uso da força para garantir a navegação comercial na região. A votação, inicialmente prevista para os últimos dias, foi adiada e deve ocorrer na próxima semana.
