
A Polícia Civil da Bahia prendeu uma organização criminosa que fazia furtos milionários em joalherias de shoppings em todo o Brasil. O bando atuava de forma estratégica e recorrente, observando os locais/alvos minuciosamente e faziam a invasão por meio de um buraco no teto das lojas fora do horário comercial.
*As informações são do Fántástico, da TV Globo
De acordo com a reportagem do Fantástico deste domingo (5) , dez suspeitos foram presos em oito estados durante investigação que resultou na operação Diamante de Sangue e no bloqueio de R$ 13,6 milhões em bens. Dentro dos bens bloqueados foram localizados 11 carros de luxo, uma moto aquática avaliada em R$ 300 mil, joias e celulares sem nota fiscal. Os criminosos são suspeitos ainda de ligação com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
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Entenda o caso
O primeiro caso que despertou a atenção da polícia aconteceu na noite de 25 de janeiro de 2025, em um shopping de Salvador. Imagens de câmeras de segurança mostram um homem entrando em uma cafeteria já fechada, não com a intenção de roubá-la, mas para alcançar o forro do teto.
Após pedir orientações ao chefe e analisar onde câmeras e sensores de alarme estavam instalados, ele abriu um buraco no gesso, passou para a loja vizinha e arrombou o cofre de uma joalheria.
Anéis, pulseiras e colares avaliados em cerca de R$ 1 milhão foram levados. O criminoso só deixou o shopping na manhã seguinte, sem ser notado. Dois suspeitos deste roubo foram presos um mês depois do ocorrido.
O mesmo tipo de ação criminosa voltou a ocorrer cerca de um ano depois, desta vez em um shopping de Vila Velha (ES).
As imagens mostram o assaltante se jogando no chão para passar por baixo da porta de uma loja de materiais esportivos e, na sequência, acessando outra joalheria pelo forro. Ele deixou o local com uma mochila repleta de joias.
Os criminosos já tinham uma estratégia traçada para enviar as joias por correspondências diretamente para os chefes da quadrilha em Sergipe , escondidas em caixas de perfume camuflando as peças para não levantar suspeitas.
Fim do esquema
Segundo Thomas Galdino, diretor do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), a quadrilha visava joias pela facilidade de revenda.
A investigação apontou Gabryel Expedito Nascimento de Lima e Yasmin Luyze Souza da Silva como os líderes da organização. Ambos estão entre os dez presos na operação.
Nas redes sociais, o casal ostentava uma vida luxuosa com viagens a lugares paradisíacos, registros na Itália, nos Emirados Árabes, além de carros de luxo inconpatíveis com a renda declarada.
Gabryel se apresentava como investidor de criptomoedas. Ao longo da operação os investigadores também identificaram envolvimento do grupo com tráfico de drogas e estelionato.
Áudios mostram Gabryel negociando a compra de armas e drogas. No entanto, a justiça autorizou a apreensão de um avião usado no tráfico, apreendido em Roraima. Segundo a polícia, a aeronave foi comprada com dinheiro ilícito e tinha ligação direta com o chefe da quadrilha.
Desdobramentos
Gabryel e Yasmin devem responder por furto qualificado, organização criminosa, tráfico de drogas, estelionato e lavagem de dinheiro. A reportagem do Fantástico, entrou em contato com a defesa de Gabryel, que não retornou aos contatos. Já o advogado de Yasmin informou que acompanhou a cliente na audiência de custódia e que, por enquanto, não irá se manifestar.
