
A Terra já aparece reduzida nas janelas da cápsula Orion, enquanto a Lua ocupa cada vez mais espaço no campo de visão da tripulação. As novas fotos divulgadas nesta segunda-feira (06) pela NASA mostram essa mudança durante o trajeto da missão Artemis II.
Os registros foram feitos com a nave já fora da órbita terrestre, a caminho do sobrevoo lunar previsto para esta tarde. A missão segue após a queima de propulsão que colocou a cápsula em rota direta para a Lua.
Uma das imagens mostra a Terra vista do interior da Orion, com as luzes da cabine reduzidas para evitar reflexos. O planeta aparece iluminado parcialmente, com menor tamanho aparente em relação aos primeiros registros da missão.

Durante a viagem, os astronautas testam câmeras e ajustam os equipamentos para capturar imagens em diferentes condições de luz e distância. A tripulação usa câmeras profissionais, além de dispositivos como GoPro e iPhones.
O cmandante Reid Wiseman relatou dificuldade para ajustar a exposição das fotos da Terra à distância, comparando a tentativa a fotografar a Lua a partir do solo.
Outra imagem destaca a Lua com maior definição. O registro inclui parte da Bacia Oriental, uma cratera com cerca de 965 quilômetros de diâmetro. Segundo a NASA, essa região nunca havia sido observada diretamente por humanos.

A Lua aparece maior nas janelas da nave conforme a Orion se aproxima do sobrevoo previsto para esta segunda-feira.
Trajeto inclui recorde de distância desde a era Apollo
A missão Artemis II foi lançada em 1º de abril e leva quatro astronautas: Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. A cápsula não vai pousar na superfície, mas fará um sobrevoo completo antes de retornar.
Após a saída da órbita terrestre, a nave passou a seguir em trajetória definida pela gravidade da Terra e da Lua. A expectativa é que a tripulação alcance cerca de 406 mil quilômetros de distância do planeta.
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Esse ponto supera a marca registrada pela Apollo 13, em 1970, considerada até hoje a maior distância já percorrida por humanos no espaço.
Passagem pelo lado oculto terá perda de comunicação
Durante o sobrevoo, a cápsula deve ficar cerca de seis horas ao redor da Lua. A passagem pelo lado oculto deve provocar interrupção de comunicação com a Terra por aproximadamente 40 minutos.
O bloqueio ocorre porque a estrutura da Lua impede o envio de sinais de rádio. A comunicação é retomada quando a nave retorna ao campo de visão das antenas terrestres.
Até agora, segundo a NASA, a missão segue dentro do planejado, sem necessidade de correções na rota.
