O linguajar chulo e inflamado do presidente Donald Trump, em novo ultimato ao Irã neste domingo de Páscoa, denotou mais desespero do que ameaça, indicando que a dependência da economia dos EUA do Estreito de Ormuz é maior do que ele admite. Os palavrões proferidos pelo presidente por meio de redes sociais ultrapassaram os parâmetros de sua habitual retórica.
“Terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo em um só, no Irã. Nunca haverá nada igual!! Abram essa porra de estreito, seus bastardos malucos, ou vocês vão viver no inferno. Vocês vão ver! Louvado seja Alá”, escreveu o presidente.
Em tempos de guerra e de Páscoa, a mensagem espalhou rapidamente o alarme entre políticos e especialistas jurídicos e militares, num sinal de que Trump extrapolou barreiras e foi além do que costuma ir, em sua ânsia para pôr fim à guerra e declarar vitória.
Além do tom vulgar, a mensagem do presidente insinuava o propósito de cometer crimes de guerra, ao ameaçar atacar a infraestrutura civil do Irã. Como explicou o ex-procurador federal Ankush Khardori, analista jurídico da MS NOW e do Político, a declaração de Trump poderia ser interpretada como um sinal de intenção ilegal.
“Esta é uma comunicação historicamente terrível. É o tipo de coisa, lamento dizer, que se esperaria ver apresentada, no futuro, em um tribunal de crimes de guerra”, resumiu.
O senador democrata Chris Murphy foi um dos que invocaram a 25 Emenda da Constituição, que dá aos membros do Gabinete o poder de declarar o presidente incapaz para ocupar o cargo. Trump foi tachado de “lunático desvairado” pelo líder da minoria democrata no
Senado, Chuck Schumer, e “perigoso e mentalmente instável” pelo senador Bernie Sanders.
“Ele está nos ameaçando com potenciais crimes de guerra e alienando nossos aliados. Esse é o caráter dele, mas não é o nosso. Nosso país merece muito mais”, afirmou Schumer.
Sem outra opção, as principais redes de TV contrariaram normas próprias e reproduziram ao vivo os palavrões, ressaltando, porém, que foram emitidos pelo próprio presidente. “Se seus filhos estiverem assistindo, fiquem avisados — o presidente não usou linguagem educada”, alertou o apresentador Jake Tapper, da CNN, antes de ler a postagem de Trump na íntegra.
“Terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo em um só, no Irã. Nunca haverá nada igual!! Abram essa porra de estreito, seus bastardos malucos, ou vocês vão viver no inferno. Vocês vão ver! Louvado seja Alá”, escreveu o presidente.
Em tempos de guerra e de Páscoa, a mensagem espalhou rapidamente o alarme entre políticos e especialistas jurídicos e militares, num sinal de que Trump extrapolou barreiras e foi além do que costuma ir, em sua ânsia para pôr fim à guerra e declarar vitória.
Além do tom vulgar, a mensagem do presidente insinuava o propósito de cometer crimes de guerra, ao ameaçar atacar a infraestrutura civil do Irã. Como explicou o ex-procurador federal Ankush Khardori, analista jurídico da MS NOW e do Político, a declaração de Trump poderia ser interpretada como um sinal de intenção ilegal.
“Esta é uma comunicação historicamente terrível. É o tipo de coisa, lamento dizer, que se esperaria ver apresentada, no futuro, em um tribunal de crimes de guerra”, resumiu.
O senador democrata Chris Murphy foi um dos que invocaram a 25 Emenda da Constituição, que dá aos membros do Gabinete o poder de declarar o presidente incapaz para ocupar o cargo. Trump foi tachado de “lunático desvairado” pelo líder da minoria democrata no
Senado, Chuck Schumer, e “perigoso e mentalmente instável” pelo senador Bernie Sanders.
“Ele está nos ameaçando com potenciais crimes de guerra e alienando nossos aliados. Esse é o caráter dele, mas não é o nosso. Nosso país merece muito mais”, afirmou Schumer.
Sem outra opção, as principais redes de TV contrariaram normas próprias e reproduziram ao vivo os palavrões, ressaltando, porém, que foram emitidos pelo próprio presidente. “Se seus filhos estiverem assistindo, fiquem avisados — o presidente não usou linguagem educada”, alertou o apresentador Jake Tapper, da CNN, antes de ler a postagem de Trump na íntegra.
