
As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram, mediante comunicado na Rede X, antigo Twitter, que o Chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Majid Khademi, morreu após ataque na madrugada desta segunda-feira (6).
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Segundo a IDF, Khademi era um dos comandantes mais importantes da Guarda Revolucionária iraniana e teria promovido ataques terroristas em todo o mundo.
A morte do Chefe de Inteligência foi confirmada pela Guarda Revolucionária. Em comunicado, órgão ressaltou que Majid Khademi dedicou cerca de “meio século de serviço leal e corajoso à Revolução”.
Morte em meio a um possível cessar-fogo
A morte do Chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Majid Khademi, acontece em meio a um possível cessar-fogo. Conforme a agência de notícias Reuters, Estados Unidos e Irã estão avaliando um plano que pode pôr um fim temporário ao conflito que já dura cinco semanas.
O acordo seria composto por duas etapas, com um cessar-fogo imediato, seguido de um acordo mais abrangente. Ainda segundo a agência, o chefe do exército paquistanês, Marechal de Campo Asim Munir, esteve em contato com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.
Escalada do conflito no Oriente Médio
O conflito no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro, chegou a cinco semanas. Em ataque coordenado, Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã, explosões foram registradas na capital Teerã e em outras quatro cidades.
A situação se escalonou depois da confirmação da morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, morto após ataque norte-americano e israelense no território. O Irã reagiu aos ataques e disparou mísseis contra Israel, além de atacar bases americanas no Oriente Médio.
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou, nos dias seguintes, o fechamento do Estreito de Ormuz. A passagem marítima conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas usadas para exportação de petróleo no mundo.

As limitações impostas pelo governo iraniano aumentaram as tensões e o presidente dos EUA Donald Trump fez novas ameaças. O republicano afirmou que “o inferno se abata” sobre o país em 48 horas, se não abrirem o Estreito de Ormuz. A declaração foi feita por meio de uma rede social de Trump neste sábado (4).
