Operação investiga esquema que usa famílias de detentos do Amapá para receber dinheiro de facção


Maioria dos mandados foi cumprido no Iapen
Mariana Ferreira/g1
A Polícia Civil realizou nesta segunda-feira (6) uma operação contra um esquema que usava parentes e companheiras de detentos para pagar servidores do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen). O objetivo era facilitar a entrada de celulares e drogas na penitenciária do Estado.
Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Macapá, Santana e Laranjal do Jari. Na capital, a maioria ocorreu dentro da penitenciária.
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A investigação começou em 2024, após a prisão em flagrante de um agente do Iapen suspeito de integrar a rede criminosa. O trabalho da polícia buscava identificar quem fornecia os materiais e de onde vinham.
Segundo a polícia, parentes e companheiras dos presos recebiam o dinheiro e faziam os repasses.
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O delegado Cesar Ávila explicou que o esquema se baseava na lavagem de dinheiro. Os familiares ocultavam valores incompatíveis com a renda declarada.
“A investigação identificou o envolvimento de parentes de presos e outras pessoas cooptadas para fazer os pagamentos. O dinheiro vinha dos detentos, passava por terceiros e chegava aos servidores e demais envolvidos”, disse Ávila.
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Na operação, foram apreendidos celulares, veículos e eletrônicos. Também houve bloqueio de contas dos investigados.
A ação, chamada Operação Propago, foi coordenada pela Divisão de Combate à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil.
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