
A aluna acusada de ter colocado fogo em uma colega da escola alegando ter sofrido bullying está sendo julgada, nesta terça-feira (7), em Goiânia. Islane Pereira Saraiva Xavier, na época com 19 anos, atacou Marianna Christina Gonçalves, então com 17 anos. Ela teve metade do corpo queimado.
O caso aconteceu no dia 31 de março de 2022. Durante o intervalo, Islane jogou álcool e ateou fogo em Marianna enquanto ela estava na fila do refeitório do Colégio Estadual Palmito. Na época, a Polícia Civil disse que, depois do ataque, Islane foi andando calmamente até uma sala de aula, onde ficou esperando a chegada dos policiais. Com ela foram encontradas duas facas e um canivete.
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Islane acreditava que a vítima era responsável por fazer comentários zombando do bronzeado dela. Testemunhas disseram, no entanto, que as duas não tinham nenhum contato, apesar de estudarem na mesma sala.
Em nota enviada ao g1, a Defensoria Pública de Goiás, que representará a acusada durante o tribunal do júri, disse que só se manifestará nos autos do processo e durante a sessão do julgamento.
Em entrevista à repórter Eliane Barros, Marianna disse que espera que a justiça seja feita e “que a verdade seja exposta para todo mundo”.
“Foram quatro anos muito dolorosos, muito angustiantes, fora todo o processo como aconteceu. A gente só espera que ela pague o que ela deve e receba o que mereça”, afirmou.
Islane Pereira Saraiva Xavier, suspeita de colocar fogo em colega dentro de escola em Goiânia, Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
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Mãe da vítima, Marciene Gonçalves disse que a família aguarda a a condenação máxima, que seria, na sua avaliação, “o melhor resultado possível”.
“Contamos que cada jurado realmente tenha consciência e julgue o caso com todo o seu senso de justiça, com toda a seriedade que esse caso merece”, declarou.
Marianna Christina Gonçalves teve o corpo incendiado por uma colega da escola, durante o intervalo, em março de 2022
Reprodução/ TV Anhanguera
Islane é acusada de tentativa de homicídio triplamente qualificado. Em entrevista à TV Anhanguera, o juiz Jesseir Coelho de Alcântara, que preside o tribunal do júri, explicou que os qualificadores são:
motivo torpe;
meio cruel, já que houve queimadura no corpo da vítima;
recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Segundo o magistrado, o julgamento deve ser rápido e terminar ainda nesta terça-feira.
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