
Um turista britânico de 50 anos viveu algo inacreditável. Ele estava tranquilo, tomando uma cerveja em um bar de Bogotá, na Colômbia, quando um desconhecido se aproximou. Depois disso, tudo virou um borrão. A próxima lembrança veio horas depois: ele já estava no hotel, sem saber como tinha chegado ali. Funcionários contaram que um taxista o encontrou andando sem rumo, como se estivesse perdido ou pior, sem controle de si.
Mais tarde, ele descobriria o motivo: sua bebida provavelmente havia sido adulterada com uma droga conhecida como “sopro do diabo”. As informações são do Into The Shadows.

O que é o “sopro do diabo”?
Apesar do nome assustador, a substância existe de verdade. O “sopro do diabo” é o apelido da escopolamina, um composto químico extraído de plantas como a trombeta-de-anjo e a beladona.
Na medicina, ela é usada em doses controladas para tratar enjoo, náusea e até sintomas após cirurgias. Mas fora do ambiente médico, a história muda completamente.
Quando usada de forma criminosa, a escopolamina pode causar um estado perigoso: a pessoa fica acordada, mas perde o controle das próprias ações.

Como a droga age no corpo
A escopolamina mexe em um mensageiro do cérebro chamado acetilcolina. Esse parte é responsável por funções importantes como memória, atenção e coordenação.
Quando ele é bloqueado:
- A pessoa não consegue formar novas memórias
- Perde a capacidade de tomar decisões
- Fica extremamente vulnerável a sugestões
Ou seja, a vítima pode obedecer ordens sem questionar e depois não lembrar de nada.

Esse efeito é o que faz a droga ganhar fama de transformar pessoas em “zumbis”.
Efeitos assustadores
Dependendo da quantidade, os sintomas podem incluir:
- Confusão mental
- Comportamento automático (como andar sem rumo)
- Alucinações (ver ou ouvir coisas que não existem)
- Delírio (perda total da noção da realidade)
- Amnésia (apagão de memória)

Em casos mais graves, pode haver:
- Paralisia temporária
- Batimentos cardíacos acelerados
- Risco de morte
Uma dose muito alta pode ser fatal.
Como criminosos usam a substância
Relatos indicam que a droga é usada principalmente para roubo. Criminosos colocam a substância em:
- Bebidas
- Comidas
- Cigarros
- Até papéis e objetos
Em alguns casos, ela pode ser assoprada no rosto da vítima ou aplicada de outras formas.
Depois de intoxicada, a pessoa pode:
- Entregar senha de cartão
- Sacar dinheiro
- Acompanhar o criminoso sem resistência
Tudo isso sem perceber o que está acontecendo.

Por que é difícil provar o crime
Um dos maiores problemas é que a escopolamina desaparece rápido do corpo. Ela pode ser detectada na urina por poucas horas, mas quando a vítima percebe o que aconteceu, geralmente já é tarde.
Além disso:
- Muitos exames comuns não detectam a substância
- A vítima não lembra do ocorrido
- Há vergonha ou medo de denunciar
Isso faz com que muitos casos nunca sejam registrados.
Casos do Sopro do Diabo pelo mundo
A droga é frequentemente associada a países da América do Sul, como Colômbia e Equador, onde também é chamada de “burundanga”.Há milhares de relatos todos os anos, especialmente em cidades turísticas.
Mas os casos não se limitam a essa região. Episódios semelhantes já foram registrados na Europa e nos Estados Unidos, muitas vezes envolvendo encontros marcados por aplicativos de relacionamento.
Um passado antigo e misterioso
O mais curioso é que a escopolamina não é algo novo. Ela já era usada há milhares de anos em rituais e práticas medicinais. Povos antigos utilizavam plantas com essa substância para provocar visões e estados alterados de consciência.
Na Europa medieval, essas plantas chegaram a ser associadas abruxaria.
Entre remédio e perigo
Hoje, a escopolamina continua sendo útil na medicina, mas apenas em doses controladas e com supervisão.
Fora disso, ela se torna extremamente perigosa.
Sem cheiro, sem gosto e com efeitos rápidos, o chamado “sopro do diabo” segue cercado de mistério e medo.
E, como mostram os relatos, basta um descuido para que horas da vida simplesmente desapareçam.
