Paraíba tem 18 empregadores em lista do Governo Federal por trabalho análogo à escravidão


Paraíba tem 18 empregadores em lista do Governo Federal por trabalho análogo à escravidão
Ministério do Trabalho/Divulgação
O Governo Federal, através do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou, no domingo (6), uma lista com nomes de empregadores que submeteram seus trabalhadores a condições semelhantes à escravidão no Brasil. Dezoito empregadores da Paraíba, entre pessoas físicas e jurídicas, estão envolvidas em casos registrados entre 2020 e 2025, conforme a lista.
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De acordo com a lista, na Paraíba os casos foram registrados em João Pessoa (7), Campina Grande (3), Cabedelo (3), Taperoá (2) e Tacima (1). A atividade com maior recorrência de irregularidades entre as empresas citadas é o trabalho em pedreiras e a construção civil.
Na nova lista divulgada pelo Ministério do Trabalho, que tem dados de todo o país, foram adicionados 169 novos empregadores, um aumento de 6,28% em relação a última atualização nacional em outubro do ano passado. Desse total, 102 são pessoas físicas (patrões) e 67 são empresas (pessoas jurídicas).
Essa última atualização do Ministério do Trabalho também excluiu 225 empregadores, à nível nacional, que completaram os dois anos de permanência no cadastro.
Na Paraíba, dos 18 empregadores, nove permanecem na lista desde outubro e outros oito foram incluídos, além de 10 terem sido excluídos.
A “lista suja” é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, em abril e outubro, com o intuito de dar visibilidade aos resultados das fiscalizações do governo de combate ao trabalho escravo.
Confira a lista no site do Governo Federal
Em nota, o Sindicato da Indústria da Construção Civil da Paraíba (Sinduscon-PB), disse que, no setor, “as empresas foram surpreendidas com uma inclusão arbitrária e indevida em suposta ‘cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão'” e que “a realidade é que tal ato é absolutamente improcedente”, além de afirmar que “não existe qualquer submissão de seus trabalhadores a tais condições”.
Ainda na nota, o sindicato também afirmou que “as empresas já adotaram todas as medidas judiciais cabíveis visando a reparação de tal absurdo” e que “repudia qualquer imputação que não corresponda à realidade dos fatos”.
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⚠️ Como denunciar?
Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota no Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho.
Este é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações.
A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local.
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