Caiado se muda para SP, mira eleitor ‘desiludido’ e busca vice que torne chapa mais competitiva

Após renunciar ao governo de Goiás para concorrer à presidência, Ronaldo Caiado (PSD) mudou-se para São Paulo.
“Estou morando na casa das minhas filhas”, afirmou à GloboNews nesta terça (7), durante evento na capital paulista.
São Paulo, maior colégio eleitoral do país, deve ser a principal base de Caiado durante as eleições. Entre os motivos, segundo um aliado, a facilidade de deslocamento para outras cidades e estados e o fato de abrigar a sede de seu partido. Também deve passar parte do tempo em Brasília.
Caiado confirmou a candidatura à presidência no dia 30 de março, em evento na sede do partido com aliados. Ocorreu dias após a filiação ao partido, no dia 14 de março, na cidade de Jaraguá, em Goiás.
Nesta etapa inicial da corrida eleitoral, a estratégia da campanha será apresentar Caiado aos eleitores que ainda o desconhecem, focando a sua experiência na política e no governo estadual. Querem atrair o que chamam de eleitor “desiludido” e não polarizado, que votaria em Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) por falta de opção ou rejeição a um dos dois.
Colocar-se como uma alternativa à polarização tem sido um dos focos de Caiado. Durante discurso em que anunciou a candidatura, afirmou que a polarização representa um atraso inimaginável e que uma das formas de quebrá-la será oferecendo uma anistia ampla, geral e irrestrita aos envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro — seu primeiro ato caso seja eleito, prometeu.
Para sustentar o argumento de que não é radical, deve se valer da boa taxa de aprovação no governo estadual: 88%, segundo a Quaest. A estratégia é afirmar que não seria possível alcançá-la se não fosse aberto ao diálogo.
O candidato a vice segue em aberto. Questionado sobre qual seria a característica que não poderia faltar no escolhido ou escolhida, Caiado disse que precisa ser alguém que agregue votos. Um aliado defende que seja alguém que ajude com mais tempo de propaganda de TV. O tempo dependerá do arco de alianças a ser formado. Tarefa que será desafiadora, já que o campo da direita conta também com a candidatura de Flávio Bolsonaro. Em maio, serão veiculadas inserções do PSD na televisão.
Caiado tem repetido que está pronto para jogar o jogo e tem se mostrado otimista com a disputa. É a segunda vez que entra na disputa para a presidência — a primeira foi em 1989.
De acordo com a última pesquisa Quaest, divulgada em março, quando ainda não havia confirmado a candidatura à presidência, Caiado tem 4% das intenções de voto no primeiro turno. No segundo, tem 32% contra 44% de Lula.
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