Líderes mundiais celebram trégua entre EUA e Irã

Irã cReprodução/@araghchi

O cessar-fogo anunciado entre Estados Unidos e Irã, na noite de terça-feira (7), foi recebido com alívio por líderes mundiais, ainda que cercado de cautela.

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A trégua, que deve durar duas semanas, interrompe uma sequência de ataques que vinha se intensificando desde o fim de fevereiro e que já tinha impacto direto na economia global.

Europa reage com cautela e cobra continuidade do diálogo

Para o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, o acordo representa uma pausa necessária. Em publicação nas redes sociais, ele disse que o momento traz “alívio para a região e para o mundo”, mas alertou que o esforço agora é evitar que o conflito recomece.

O presidente francês, Emmanuel Macron, também comentou o anúncio e classificou a trégua como positiva. Segundo ele, o ponto central agora é garantir que o cessar-fogo seja cumprido e sirva de base para negociações mais amplas e com resultados mais definitivos.

Macron citou temas que seguem em aberto, como o programa nuclear iraniano e a segurança na região. Ele também mencionou a necessidade de incluir outras frentes do conflito nas conversas, como a situação no Líbano.

Na Alemanha, o chanceler Friedrich Merz adotou um tom semelhante. Ele destacou o papel do Paquistão na mediação e disse que os próximos dias serão decisivos para tentar transformar a pausa em um acordo mais estável.

Há críticas e preocupação com novos episódios

Nem todas as reações foram de celebração direta. O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, criticou ataques recentes no Líbano, mesmo com o anúncio da trégua.

Já o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, preferiu destacar o anúncio como um sinal positivo, em meio ao risco de ampliação do conflito.

Fora da Europa, outros lídres também se posicionaram. O papa Leão XIV voltou a defender o diálogo como único caminho possível, enquanto países como Omã e China ressaltaram a importância de manter a negociação aberta.

Trégua é vista como pausa, mas não como fim da guerra

O acordo foi “costurado” com mediação do Paquistão e prevê, além da suspensão dos ataques, a reabertura do Estreito de Ormuz durante o período.

A passagem é uma das mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e estava no centro da crise nas últimas semanas.

Mesmo com a pausa, autoridades envolvidas nas negociações evitam tratar o momento como uma solução definitiva. A avaliação é de que ainda há pontos sensíveis sem acordo.

Por isso, a expectativa internacional gira em torno dos próximos dias, se a trégua vai abrir caminho para um entendimento maior ou apenas adiar uma nova escalada.

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