
Falar de taxas nunca foi o conteúdo mais sedutor do marketing. Percentuais, prazos, parcelamentos, tudo isso costuma habitar um território técnico, distante e pouco compreendido por quem mais precisa dessas informações. Mas há campanhas que entendem que, antes de explicar, é preciso conectar.
É nesse ponto que entra Solimões, transformado em uma espécie de “Diretorzão de taxinha” na nova campanha nacional da Ton, que aposta no humor e na cultura popular para traduzir um tema árido em algo digerível — e até divertido.
Escolha do sertanejo não é aleatória
O sertanejo, como linguagem, já nasce próximo do cotidiano. Ele fala com quem empreende, com quem vende, com quem faz, no dia a dia, o negócio girar. Ao colocar Solimões num papel quase corporativo, ainda que caricatural, a campanha brinca com contrastes: o executivo improvável, a autoridade que vem mais do carisma do que do currículo.
É justamente aí que mora a força da ideia.
Comunicação financeira
Mais do que apresentar uma nova funcionalidade — como o parcelamento em até 18 vezes —, a campanha tenta resolver um problema clássico do setor: a distância entre o benefício e o entendimento. Não adianta ter a melhor taxa se o público não compreende, não percebe ou simplesmente não se interessa pelo assunto.
Ao transformar taxa em “taxinha”, o discurso muda de tom. Fica mais leve, mais próximo, mais humano.
A estratégia acompanha o comportamento de consumo atual. Com forte presença digital e desdobramentos pensados para redes sociais, a campanha aposta em formatos curtos, replicáveis e com potencial de virar conversa — essencial em um cenário onde atenção é um ativo escasso.
Além do preço
A narrativa não se limita ao filme principal. Ela se expande em um ecossistema de conteúdos que reforça não só o benefício financeiro, mas também soluções práticas, como transformar o celular em ferramenta de pagamento. Não é apenas sobre preço. É sobre facilitar a vida.
O que essa campanha escancara é uma tendência já em curso: marcas de serviços financeiros estão deixando de falar apenas com lógica e passando a investir em linguagem.
Porque, no Brasil, quem fala difícil perde espaço. E quem traduz bem, ganha relevância.
