
Uma mulher de Los Angeles, nos Estados Unidos que admitiu ter vendido ilegalmente a droga que levou à morte do ator Matthew Perry deve ser sentenciada nesta quarta-feira (8) em um tribunal federal dos Estados Unidos. As informações são do NBC News.
Jasveen Sangha, a Rainha da ketamina
Trata-se de Jasveen Sangha, conhecida entre clientes como “Rainha da Ketamina”. Ela se declarou culpada no ano passado por cinco acusações federais relacionadas à morte do artista, ocorrida em 2023. Desde agosto de 2024, ela está presa sob custódia federal.
Promotores pediram uma pena de 15 anos de prisão, seguida por três anos de liberdade supervisionada. Segundo a acusação, Sangha era uma traficante que vendia substâncias perigosas sem se importar com as consequências. Mesmo após saber que havia fornecido a droga envolvida na morte de Perry, ela teria continuado com as vendas.

A defesa, por outro lado, afirma que Sangha reconheceu a gravidade de seus atos e pediu que a Justiça considere o tempo que ela já passou presa como parte da pena.
Relembre a morte de Matthew Perry
Conhecido mundialmente por interpretar Chandler Bing na série Friends, Matthew Perry foi encontrado morto em 28 de outubro de 2023, aos 54 anos, na piscina de sua casa em Los Angeles.
A causa da morte foi apontada como overdose acidental de кетamina, um anestésico com efeito alucinógeno que, nos últimos anos, passou a ser usado também em tratamentos experimentais para depressão.
O ator sempre falou abertamente sobre sua luta contra o vício em drogas e álcool, tema que abordou em seu livro de memórias lançado em 2022. Nos meses finais de vida, ele realizava terapia com кетamina sob supervisão médica, mas acabou buscando doses adicionais por conta própria, desenvolvendo dependência.

De acordo com as investigações, Sangha atuava em parceria com Erik Fleming para fornecer a droga ao ator. No mês da morte, eles teriam vendido dezenas de frascos da substância, que foram entregues ao assistente pessoal de Perry, Kenneth Iwamasa.
Segundo os promotores, Iwamasa aplicou diversas injeções no ator nos dias que antecederam sua morte, incluindo pelo menos três no próprio dia do óbito.
Após a notícia da morte vir à tona, Sangha teria enviado uma mensagem pedindo que Fleming apagasse todas as conversas entre eles.
Outras pessoas envolvidas no caso também já se declararam culpadas e aguardam sentença. A investigação ainda revelou que Sangha usava sua própria casa para armazenar e distribuir drogas desde 2019.
Além disso, ela admitiu ter vendido кетamina para outro cliente anos antes, que também morreu poucas horas depois por overdose.
O caso segue sendo acompanhado de perto pela Justiça e reacendeu o debate sobre o uso indiscriminado de substâncias como a кетamina, mesmo quando associadas a tratamentos médicos.
