Irã ameaça fechar estreito de Ormuz se Líbano for atacado

Irã vota por fechar Estreito de Ormuz e ameaça mercado globalReprodução

O governo do Irã elevou o tom e indicou que pode abandonar o acordo de cessar-fogo firmado com Estados Unidos e Israel caso os bombardeios israelenses contra o Líbano continuem nesta quarta-feira (8). As informações são da Tasnim.

De acordo com veículos estatais iranianos, fontes ligadas às Forças Armadas afirmaram que alvos já estão sendo mapeados para uma possível retaliação. Outra autoridade, citada por um canal oficial, declarou que haverá punição pelos ataques atribuídos a Israel contra o grupo Hezbollah, considerados uma violação da trégua.

Fechamento do Estreito de Ormuz

Além das ameaças, Teerã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz para embarcações comerciais, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. A medida foi justificada como resposta direta às ações militares israelenses.

Estreito de Ormuz – Satélite NasaNorman Kuring/NASA’s Ocean Color Web

A postura mais rígida ocorre após uma ofensiva de grande escala realizada por Israel em território libanês, considerada a mais intensa desde o início dos confrontos recentes.

A escalada também foi influenciada por declarações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que afirmou que o cessar-fogo não se estende ao Líbano. A fala contraria o posicionamento do Paquistão, que atua como mediador e havia indicado que o acordo incluiria todas as frentes do conflito, mencionando explicitamente o território libanês.

Benjamim NetanyahuReprodução/Wikimedia Commons

Enquanto isso, países do Golfo Pérsico relataram novos episódios de tensão. O Catar informou que projéteis lançados a partir do Irã foram interceptados, evitando danos maiores.

Já na Arábia Saudita, autoridades afirmaram que um oleoduto foi atingido poucas horas após o início da trégua, indicando que o acordo pode estar se fragilizando rapidamente.

Os confrontos entre Israel e o Hezbollah ganharam força no início de março, em meio à disputa mais ampla envolvendo o Irã. Apoiado por Teerã, o grupo intensificou ataques contra território israelense como resposta a bombardeios anteriores.

O resultado tem sido devastador para o Líbano, que enfrenta uma grave crise humanitária, com áreas urbanas atingidas e aumento expressivo no número de vítimas.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, acusou Israel de atingir regiões densamente povoadas e desconsiderar esforços internacionais por uma solução pacífica.

Já autoridades de saúde do país relataram centenas de mortos e feridos, além de dificuldades no atendimento emergencial, com apelos para que a população libere vias para a circulação de ambulâncias.

Diante do agravamento da situação, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu que todas as partes respeitem o cessar-fogo. Segundo ele, novas violações comprometem as negociações em andamento e afastam a possibilidade de um acordo duradouro para encerrar o conflito no Oriente Médio.

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