
Jovem de 14 anos verifica postagens nas mídias sociais em Atenas, em 26 de fevereiro de 2026.
REUTERS/Louisa Gouliamaki
A Grécia proibirá o acesso às redes sociais para crianças menores de 15 anos a partir de 1º de janeiro de 2027, disse o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis nesta quarta-feira (8), citando o aumento da ansiedade, problemas de sono e o design viciante das plataformas online.
Uma pesquisa de opinião da Alco, publicada em fevereiro, mostrou que cerca de 80% dos entrevistados aprovavam a proibição. O governo grego já proibiu os telefones celulares nas escolas e criou plataformas de controle dos pais para limitar o tempo de tela dos adolescentes.
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“A Grécia estará entre os primeiros países a tomar essa iniciativa”, disse Mitsotakis em uma mensagem de vídeo, acrescentando que conversou com os pais antes de tomar a decisão.
“No entanto, tenho certeza de que não será o último. Nosso objetivo é pressionar a União Europeia [UE] nessa direção também.”
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A Austrália se tornou o primeiro país do mundo a proibir rede social para menores de 16 anos em dezembro, bloqueando o acesso a plataformas como TikTok, YouTube, Instagram e Facebook.
Meta, Snapchat e TikTok disseram que continuavam acreditando que a proibição da Austrália não protegeria os jovens, mas se comprometeram a cumpri-la.
A Grécia ainda não pode forçar essas plataformas de mídia social a verificar a idade de seus usuários, mas recomenda que as plataformas usem os mecanismos que a UE e a Grécia já definiram, disse o governo, pedindo aos pais que também ajudem no esforço.
A partir de 1º de janeiro de 2027, as plataformas precisarão ser capazes de restringir os usuários ou enfrentarão multas descritas na Lei de Serviços Digitais da UE (DSA), que podem chegar a 6% de seu faturamento global, disse o ministro da Governança Digital, Dimitris Papastergiou.
