Quem era o chefe morto por funcionário após dar advertência no trabalho em MG


José Wilson de Oliveira, de 60 anos, foi morto dentro de casa, em Piumhi.
Saae/Divulgação
Chefe de setor no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Piumhi, no Centro-Oeste de Minas Gerais, José Wilson de Oliveira, de 60 anos, era conhecido entre colegas e vizinhos como um homem humilde, tranquilo e de convivência próxima com a comunidade. Ele foi morto a tiros dentro da própria casa por um subordinado, Sinésio Omar da Costa Júnior, de 51 anos, horas após aplicar uma advertência por escrito ao funcionário.
Veja abaixo o momento em que o suspeito chega na casa da vítima, comete o crime e foge.
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Funcionário mata chefe após receber advertência no trabalho em MG
O presidente do Saae, Eduardo de Assis, lamentou o ocorrido e descreveu José Wilson como um homem tranquilo, de perfil conciliador e profundamente religioso. Segundo ele, o chefe do setor de rede era conhecido por tratar todos com respeito e educação, e até sendo visto por alguns colegas como uma pessoa que evitava conflitos.
“Ele nunca teve problema com ninguém, nunca levantou a voz, nunca gritou. Era um cara muito fino, pedia ‘por favor’ para tudo”, afirmou Eduardo.
Conforme a chefe Administrativa e Financeira do Saae, Valdeti Aparecida Oliveira Leite, José Wilson e o suspeito trabalhavam na autarquia há mais de 15 anos e eram bem conhecidos entre os servidores. A morte do colega de trabalho causou forte comoção entre os colegas.
“Estamos todos muito tristes. Não imaginávamos que isso fosse acontecer. Eu fui vizinha do José Wilson por muitos anos, antes mesmo de ele trabalhar no Saae eu já o conhecia. Morei ao lado da casa dele e me mudei tem quatro meses só, então a gente tinha uma convivência diária. Não é porque ele morreu, mas ele era uma pessoa muito humilde, muito humano, de um coração que não existe”, afirmou.
O crime
Sinésio Omar da Costa Júnior é suspeito de matar José Wilson de Oliveira, em Piumhi.
Redes Sociais/Reprodução
O crime ocorreu fora da autarquia, após José Wilson aplicar uma advertência por escrito a Sinésio, que se recusou a assinar o documento e então ganhou uma suspensão de três dias de trabalho. Horas após a advertência, Sinésio foi até a casa do chefe, chamou, entrou no imóvel e matou José Wilson a tiros.
O g1 teve acesso ao boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar (PM). Nele, a esposa de José Wilson afirmou que ouviu o primeiro disparo e correu até a garagem de casa.
Ela encontrou o marido caído no chão e o suspeito com a arma em mãos parado em frente ao portão. Segundo a mulher, o suspeito ainda perguntou se a vítima queria levar outro tiro.
“Tá bom só esse, ou você quer mais um?”, disse Sinésio, segundo a esposa da vítima.
Em seguida, o homem atirou para o alto e fugiu.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, imagens da câmera de monitoramento recolhidas pela PM registraram que às 16h15 o suspeito chegou à casa da vítima e tocou a campainha, sendo atendido pelo colega de trabalho.
De acordo com a PM, as imagens mostraram também quando Sinésio retirou a arma da cintura, entrou na casa e, em segundos, saiu correndo com a arma nas mãos.
De acordo com a chefe Administrativo e Financeiro do Saae, Valdeti Aparecida Oliveira Leite, o crime ocorreu após o horário de expediente e fora da autarquia. O operador de máquinas foi até a casa do chefe e atirou nele, depois fugiu.
José Wilson chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. Valdeti lamentou o ocorrido e disse que os dois funcionários trabalhavam no Saae há mais de 15 anos. Segundo ela, ambos eram muito queridos pelos demais colegas de trabalho.
“Estamos todos muito tristes. Não imaginávamos que isso fosse acontecer. Eu fui vizinha do José Wilson por muitos anos, antes mesmo de ele trabalhar no Saae eu já o conhecia, morei ao lado da casa dele e me mudei tem quatro meses só, então a gente tinha uma convivência diária. Não é porque ele morreu, mas ele era uma pessoa muito humilde, muito humano, de um coração que não existe”, afirmou.
O g1 tenta contato com a defesa do suspeito.
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Suspeito tem comportamento ‘explosivo’
Ainda segundo Valdeti, apesar de bom profissional, Sinésio tem um temperamento difícil, e não é a primeira vez que recebeu advertência por se recusar a cumprir uma ordem.
“O Sinésio é um operador de máquina muito bom, na cidade não se encontra outro igual, mas ele é explosivo. Se achasse que não tinha que fazer alguma coisa, ele não fazia. Portanto, nós temos outras advertências dele, notificação, reunião em ata, tudo para ver se melhorava. Ele é bom funcionário, mas com um gênio difícil, não aceita cobranças”, concluiu.
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