
A PC fez buscas na casa do casal investigado em Rio Paranaíba
Polícia Civil/Divulgação
A gerente de uma empresa de hortifrutigranjeiros de Rio Paranaíba, no Alto Paranaíba, é apontada como a principal responsável pelo desvio de mais de R$ 1 milhão da empresa. De acordo com a Polícia Civil, a mulher, de 51 anos, se aproveitava da posição de confiança para fraudar registros internos e se apropriar de valores pagos por clientes.
O esquema foi descoberto após uma auditoria interna realizada pela própria empresa. Segundo a Polícia Civil, a mulher trabalha no local desde 2013, mas não foi informado desde quando as fraudes ocorriam. O marido da gerente, um homem de 59 anos, também é investigado. O nome dos investigados não foram divulgados.
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Na terça-feira (7), a Polícia Civil realizou buscas em dois endereços ligados ao casal, incluindo uma propriedade de alto padrão. No local, foram apreendidos documentos, celulares e mídias eletrônicas, que serão analisados.
Seis imóveis localizados em São Gotardo foram sequestrados por decisão judicial, e valores foram bloqueados em contas bancárias do casal.
Entenda o esquema
Segundo a Polícia Civil, a gerente estaria envolvida na manipulação de romaneios, que são documentos logísticos que detalham mercadorias transportadas, quantidades, peso e volume das embalagens, usados para conferência e controle das transações.
A apuração também aponta que a investigada alterava planilhas, concedia descontos indevidos e registrava pagamentos como quitados, mesmo sem que os valores tivessem sido efetivamente recebidos pela empresa.
De acordo com o delegado Guilherme Campos, há ainda indícios de retirada indevida de documentos e exclusão de dados de um computador corporativo, numa tentativa de dificultar a investigação.
“Os levantamentos apontam que parte dos recursos desviados pode ter sido direcionada para contas de terceiros, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos valores e dificultar o rastreamento financeiro”.
Enriquecimento e alto padrão de vida
A investigação também identificou incompatibilidade entre o padrão de vida do casal e a renda declarada por eles.
“Isso reforça a suspeita de enriquecimento ilícito e utilização de bens para ocultação patrimonial”, detalhou o delegado.
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