
A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, afirmou nesta quinta-feira (09) que não tem nenhuma ligação com o financista Jeffrey Epstein.
A declaração foi feita em meio às divulgações de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos que citam o nome da primeira-dama e do presidente Donald Trump em meio a alegações relacionadas ao caso.
A primeira-dama também afirmou que pessoas que espalham essas informações “não têm ética, humildade e respeito”.
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Como se conheceram
Melania declarou que nunca teve amizade com Epstein e explicou que os dois apenas estiveram em alguns eventos em comum. Segundo ela, era comum frequentarem os mesmos ambientes sociais em cidades como Nova York e Palm Beach.
A primeira-dama disse que não é vítima de Epstein e contou que conheceu o atual presidente por acaso, em uma festa em Nova York, em 1998. Segundo ela, esse encontro está descrito em seu livro.
Segundo Melania, o primeiro contato com Epstein aconteceu apenas em 2000, e, na época, ela não sabia de suas atividades criminosas.
Também negou qualquer relação com Ghislaine Maxwell, afirmando que uma troca de e-mails entre as duas foi apenas uma conversa simples e sem importância.
Melania disse ainda que seu nome não aparece em processos judiciais, depoimentos de vítimas ou investigações do FBI. Segundo ela, nunca participou de atividades com Epstein, nunca esteve em seu avião e nem visitou sua ilha.
A primeira-dama afirmou que algumas pessoas e empresas já tiveram que se retratar publicamente por divulgar informações falsas sobre ela. Entre os citados estão o site The Daily Beast, James Carville e HarperCollins UK.
Melania pediu ainda que o Congresso dos Estados Unidos avance nas investigações. “Epstein não agia sozinho”, afirmou.
Ela também defendeu que as vítimas possam falar publicamente, sob juramento, diante dos parlamentares. Segundo ela, isso ajudaria a esclarecer os fatos e registrar oficialmente os depoimentos.
Governo divulga arquivos de Epstein
Documentos recentes do Departamento de Justiça sobre o caso Epstein citam nomes de pessoas conhecidas, como o próprio presidente dos EUA, Donald Trump.
O presidente já declarou que rompeu relações com Epstein há anos e que não sabia dos crimes cometidos por ele.
Parte dos registros inclui denúncias feitas por meio de um canal oficial do governo, com acusações envolvendo Epstein e outras pessoas.
O Departamento de Justiça informou que alguns desses documentos trazem acusações falsas e exageradas contra Trump, enviadas ao FBI pouco antes da eleição de 2020.
A divulgação ocorreu após a sanção de uma lei que determinou a publicação dos arquivos do caso Epstein que estavam sob posse do governo.
