
Estados Unidos e Irã se preparam para as negociações de paz em Islamabad, no Paquistão, a partir desta sexta-feira (10). O acordo que pode encerrar o conflito no Oriente Médio vem em meio a novas tensões, com Washington acusando o Teerã de não cumprir as promessas sobre o Estreito de Ormuz e Israel atacando o Líbano.
Quem deve participar das negociações?
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que comitivas dos dois países devem participar das negociações, previstas para hoje. No entanto, mediante comunicado, a Casa Branca informou que os representantes chegam a Islamabad somente no sábado (11).
Segundo os EUA, participam da comitiva o vice-presidente JD Vance, Steve Witkoff, genro de Trump, e Jared Kushner.
Países divergem
Na última quarta-feira (8), o Irã divulgou uma proposta com 10 pontos para um acordo sobre o conflito no território, que incluía a manutenção do controle do Estreito de Ormuz, o reconhecimento do direito do país ao enriquecimento nuclear, o levantamento das sanções e o fim da guerra, inclusive contra o Hezbollah no Líbano.
Entenda: O que é o Hezbollah
No entanto, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel continuaria os ataques ao Hezbollah. Conforme informações da agência de notícias Reuters, Netanyahu havia dado instruções para iniciar as negociações de paz o mais rápido possível, o que incluiria o desarmamento da organização.
Além disso, o governo norte-americano classificou o plano iraniano como “inaceitável”. Entretanto, o Irã segue irredutível e defende as medidas como o melhor caminho para as negociações.
Novos ataques
O Exército israelense, na manhã de sexta-feira (10), afirmou ter atacado o Líbano, que respondeu disparando foguetes em direção ao norte de Israel. Além disso, o grupo armado Hezbollah teria lançado um míssil contra o território israelense, acionando sirenes de alerta aéreo.
De acordo com informações do Times of Israel, o míssil foi interceptado. O Hezbollah afirma que o alvo era a infraestrutura militar israelense na cidade de Haifa, no norte do país.
