
Rumo à Terra, a cápsula Orion, da missão Artemis II, se desprende do módulo de serviço, neste momento, às 20h33 min (horário de Brasília) desta sexta-feira (10). A medida ocorre por questões técnicas de segurança, visando a segurança dos astronautas durante a reentrada da nave na atmosfera terrestre.
Desenvolvido pela Agência Espacial Europeia (ESA), o módulo de serviço fica posicionado atrás da nave e é responsável por fornecer propulsão, energia e suporte de vida (como àgua e oxigênio) à tripulação.
Porque a separação ocorre
A desvinculação acontece, pois somente a cápsula dos tripulantes possui escudo térmico destinado as altas temperaturas causadas pelo atrito com a atmosfera, que podem chegar de 2.700°C a 3.000°C.
Após se soltar, o módulo de serviço se desintegra no espaço. De acordo com a NASA, a etapa já era planejada. Logo depois da separação, pequenos motores que a cápsula utiliza para se mover e ajustar a direção são acionados, com objetivo de evitar uma colisão.
O pouso está previsto para ser realizado às 21h 07 min (horário de Brasília), no Oceano Pacífico, na costa de San Diego, Estados Unidos.
Na sequência do desprendimento e reentrada, os paraquedas são ativados e a tripulação é resgatada por equipes da agência norte-americana.
Missão histórica
Lançada em 1º de abril a partir de Cabo Canaveral com o foguete Space Launch System, a missão retorna à Terra depois de contornar o lado oculto da Lua.
Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen alcançaram a maior distância da Terra já registrada por humanos.
Eles fizeram parte do primeiro voo tripulado nas proximidades da Lua desde o programa Apollo, encerrado na década de 1970.
A missão também marcou avanços simbólicos: Glover é o primeiro astronauta negro em uma missão lunar; Koch foi a primeira mulher e Hansen, o primeiro não norte-americano a participar de uma operação desse tipo.
*Estagiária sob supervisão
