Uma descoberta monumental acaba de mudar o que sabíamos sobre as civilizações antigas nas Américas. Usando tecnologia de ponta, arqueólogos localizaram a megacidade maia com 6 mil estruturas escondida sob a vegetação densa do México, revelando um centro urbano que rivaliza com os maiores locais já conhecidos.
Como a tecnologia laser encontrou essa cidade perdida?
O canal BBC News, com 19,6 milhões de inscritos, destacou como a descoberta de Valeriana, no estado de Campeche, foi possível graças ao Lidar, um sistema de mapeamento aéreo que utiliza lasers para enxergar através da floresta. Ao remover digitalmente a vegetação, os cientistas visualizaram pirâmides e praças ocultas por séculos.
Este estudo, publicado na revista Antiquity em 2024, analisou dados de um levantamento ambiental anterior que nunca havia sido verificado por arqueólogos. A precisão do laser revelou que Valeriana era um centro densamente povoado e muito mais complexo do que se imaginava.
Quais são as principais características de Valeriana?
Valeriana apresenta arquitetura sofisticada, incluindo grandes pirâmides de templos, quadras de jogos de bola e sistemas de reservatório de água. A análise indica uma infraestrutura urbana completa, conectada por estradas e campos agrícolas organizados.
O mapeamento detalhado revelou construções que serviam tanto para ritos religiosos quanto para a vida cotidiana. Veja os destaques:
- Estruturas piramidais imponentes no centro político e religioso da cidade.
- Anfiteatros e praças públicas cercados por milhares de residências e terraços de cultivo.
- Densidade de edifícios que perde apenas para Tikal, um dos maiores centros de poder pré-colombiano.
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Por que essa descoberta desafia o que sabíamos sobre os maias?
A confirmação desta metrópole prova que a região não era habitada por pequenos grupos isolados, mas por uma sociedade vibrante e numerosa. Pesquisadores da Universidade de Tulane, que lideraram a análise, acreditam que ainda existem milhares de cidades semelhantes aguardando identificação.
A descoberta desafia a ideia de que o colapso maia deixou a floresta vazia, mostrando um passado de ocupação intensa e engenharia avançada. O mais surpreendente é que o sítio fica a apenas 15 minutos de caminhada de uma estrada principal, passando despercebido por décadas.

O que o mapeamento revelou sobre a organização urbana maia?
O sucesso dessa civilização dependia de uma gestão ambiental rigorosa para sustentar milhares de pessoas em um ecossistema tropical desafiador. Valeriana contava com sistemas de drenagem e modificações no terreno que evitavam inundações e garantiam produção de alimentos o ano todo.
Confira como Valeriana se compara a outros grandes sítios maias:

A presença de tantas fundações sólidas sugere que a construção de Valeriana levou séculos de trabalho organizado e planejado, consolidando-a como uma das maiores revelações arqueológicas das últimas décadas.
O que essa descoberta significa para o futuro da arqueologia?
Aprender sobre os métodos construtivos e de gestão ambiental dos maias oferece lições valiosas sobre sustentabilidade e urbanismo ainda aplicáveis hoje. O uso do Lidar democratizou a busca por cidades perdidas, tornando possível mapear regiões inteiras em fração do tempo que as escavações tradicionais demandariam.
A vastidão do que ainda está oculto sob as florestas das terras baixas maias sugere que estamos apenas no começo de uma nova era de descobertas. Valeriana não é um fim, é uma porta de entrada para reescrever a história de uma das civilizações mais fascinantes que já existiu.
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