Trump assiste ao UFC em Miami enquanto negociação no Paquistão fracassa


Donald Trump asssiste a luta do UFC durante rodada de negociação sobre paz no oriente Médio
REUTERS/Kevin Lamarque
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou a Casa Branca na noite deste sábado e seguiu para Miami, local da luta pelo título do UFC 327. A categoria de artes marciais mistas mereceu a atenção do republicano em plena negociação feita por seu vice, JD Vance, sobre um possível cessar-fogo no conflito no Oriente Médio.
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Apesar do ‘conflito de agendas’, Vance informou aos jornalistas que esteve em constante contato com Trump e outros integrantes do governo.
❌ Sem acordo: Vance deixou o Paquistão após afirmar que as negociações entre Washington e Teerã foram encerradas na madrugada deste domingo (sábado no Brasil) sem um acordo, após a recusa do Irã em aceitar os termos americanos de não desenvolver uma arma nuclear.
O fato de Trump estar na Flórida acompanhando a luta repercutiu na imprensa dos Estados Unidos.
“Não ficou claro se o presidente sabia que as negociações haviam fracassado quando entrou na arena para o evento do UFC ao som de uma música de Kid Rock e aplausos estrondosos. Ele não estava mexendo no celular — deixou isso para o secretário de Estado, Marco Rubio, que em certo momento se inclinou para mostrar a tela ao presidente — e não demonstrou decepção ou raiva”, diz um artigo do ‘The New York Times’.
Donald Trump, assiste a uma luta durante o evento UFC 327 no Kaseya Center em Miami, Flórida, EUA, em 11 de abril de 2026.
REUTERS/Kevin Lamarque
Mais cedo, antes mesmo de embarcar para Miami, Trump havia dito que, do ponto de vista dele, “não faz diferença” se um acordo for alcançado ou não com o Irã.
Falando a jornalistas na Casa Branca, o republicano disse que estava recebendo diversos relatos sobre as conversas em Islamabad. Ao comentar as negociações, o presidente reiterou que não vê o desfecho das conversas como algo decisivo.
“Vamos ver o que acontece, mas, do meu ponto de vista, não me importo”, afirmou
Segundo ele, agora o governo americano trabalha para garantir a abertura do Estreito de Ormuz — uma ação que, afirmou, estaria sendo realizada em nome de outros países que descreveu como “medrosos, fracos ou mesquinhos”.
O presidente americano também criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), dizendo que a aliança militar não ofereceu apoio aos EUA.
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Paquistão faz apelo
Após o fracasso na tentativa de cessar-fogo, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, pediu ao Irã e aos Estados Unidos que cumpram seu compromisso de manter o cessar-fogo, após ambos os países encerrarem negociações históricas presenciais sem um acordo.
“É imprescindível que as partes continuem a cumprir o seu compromisso com o cessar-fogo”, disse Dar.
Ele acrescentou que o Paquistão continuará a desempenhar seu papel de mediador e tentará continuar facilitando o diálogo entre o Irã e os EUA nos próximos dias.
O acordo já estava fragilizado antes do encontro por divergências profundas e pelos ataques contínuos de Israel contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã no Líbano.
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