
O Governo de São Paulo dá um passo decisivo para a mobilidade na Baixada Santista com o projeto do túnel Santos–Guarujá, incluído no Novo PAC. Com garantia da União e financiamento estruturado pelo Banco do Brasil, o financiamento garante investimento de R$ 2,6 bilhões para viabilizar a participação do Estado na obra.
Quando será assinado
A assinatura do contrato com o Banco do Brasil acontece nesta segunta-feira (13), e contará com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda, Dario Durigan, da presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e do secretário de Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Samuel Kinoshita, entre outras autoridades.
O evento será realizado às 14h, na Av. Paulista, 2163, 17º andar, Consolação, São Paulo/SP (antiga sede do Banco do Brasil).
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Entenda o financiamento
O projeto será feito por uma PPP (parceria público-privada), ou seja, o Estado de SP entra com parte do dinheiro (via financiamento do Banco do Brasil) e a empresa vencedora da licitação constrói o túnel e opera a estrutura depois.
Essa PPP, é um modelo em que governo e empresa privada dividem investimento, construção e operação de uma obra ou serviço público. Neste caso, o projeto do túnel Santos–Guarujá faz parte do plano de infraestura integrado no Novo PAC.
O recurso garante contrapartida do Estado em projeto considerado estratégico para mobilidade e logística portuária sendo a construção do primeiro túnel imerso da América Latina.
Importâncida do túnel Santos-Guarujá
Segundo o Governo de São Paulo, o projeto é uma demanda da Baixada Santista discutida há mais de 100 anos. A nova ligação deve reduzir a dependência do sistema de balsas e das rotas rodoviárias.
O túnel deve beneficiar mais de 726 mil moradores de Santos e Guarujá e cerca de 2 milhões na Baixada Santista. A travessia será feita de forma inédita no Brasil, por meio de uma estrutura submersa (por baixo da água), com tempo estimado de menos de cinco minutos.
Após assinatura do contrato de crédito nesta segunda (13), serão realizados estudos complementares, tratativas de desapropriação e condução dos licenciamentos ambientais necessários para a implantação da construção.
De acordo como cronograma o início das obras iniciais está previsto para ocorrer em 2027, com mobilização dos canteiros, construção da doca seca e realização das dragagens preliminares.
