
Os Estados Unidos devem iniciar o bloqueio do Estreito de Ormuz a partir das 11h, no horário de Brasília, desta segunda-feira (11). A medida havia sido anunciada pelas Forças Armadas no último domingo (12) após as negociações do fim de semana não terem chegado a um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Nas redes sociais, o presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a afirmar que iria “bloquear” todos os navios que tentassem entrar ou sair do Estreito de Ormuz. Segundo o republicano, o país “instruiu a Marinha a procurar e interceptar toda embarcação em águas internacionais que tenha pago um pedágio ao Irã”.
O controle do estreito tem sido um dos pontos críticos na guerra iniciada pelos EUA contra o Irã, desde o final de fevereiro. Os Estados Unidos exigiram que o governo iraniano abrisse imediatamente Ormuz para todo o tráfego marítimo, mas o Irã se recusou a abrir mão de sua vantagem sobre esse ponto crítico para o transporte de petróleo.
Irã manda recado
Em resposta ao possível bloqueio norte-americano, o governo iraniano classificou a ameaça como “ilegal” e afirmou que a ação é um ato de “pirataria”. Em comunicado lido durante transmissão de uma TV estatal, o comandante das Forças Armadas iranianas, Khatam al Anbiya, salientou que:
O que é o estreito de Ormuz?
Responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, Ormuz é considerada uma das rotas mais cruciais para o transporte da commodity.
Estima-se que cerca de 20 milhões de barris de petróleo cru, condensado e derivados cruzam esse canal estreito, que liga o Golfo Pérsico ao Mar da Arábia. Países como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque dependem fortemente dessa via para exportar petróleo, especialmente com destino à Ásia.

O Estreito tem apenas 33 km em sua parte mais estreita, com dois canais de navegação de 3 km cada. Mesmo assim, sua importância é colossal: o Catar, por exemplo, envia quase toda sua produção de gás natural liquefeito por essa rota.
Para tentar reduzir a dependência do estreito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos têm investido em oleodutos alternativos, mas, segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA, a capacidade ociosa dessas estruturas gira em torno de 2,6 milhões de barris por dia.
