
O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (6), em coletiva realizada no Palácio dos Bandeirantes, que irá fechar estabelecimentos que comercializarem bebidas adulteradas, em virtude da atual onda de intoxicação por metanol.
“A gente não vai tolerar esse comércio ilegal. O comerciante que assume o risco de comprar algo sem a nota fiscal, disponibilizando aquilo ao cidadão, está sendo irresponsável. Ele está ajudando o crime de falsificação. Quem não conseguir comprovar de onde a sua bebida tá vindo vai ter a sua inscrição estadual fechada. O comércio sabe exatamente qual é o preço de uma bebida verdadeira e qual o preço da falsificada” afirmou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Em pergunta feita pelo iG, o governador afirmou que investirá toda a energia para resolver o problema, inclusive com a qualificação dos comerciantes e funcionários para a temporada de verão, quando o estado recebe muitos turistas, a segurança dos paulistas e dos visitantes seja garantida: “Venham tranquilos porque nós estamos mitigando esse problema”.
O governo instalou um gabinete de crise para tratar dos casos de intoxicação no Estado. A coletiva contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de secretários das pastas de saúde, segurança pública, justiça e cidadania, desenvolvimento econômico, fazenda, planejamento e associações do setor de bebidas.
Ao longo da entrevista, o governo apresentou um balanço com o número de casos e resultados das ações de combate à produção ilegal de bebidas. Até então são 192 casos, 14 confirmados e 178 em investigação, com duas mortes causadas por intoxicação por metanol e outros sete óbitos em análise.
Na última semana, 20 pessoas foram presas suspeitas de atuar na adulteração de bebidas, a polícia realizou 60 operações em bares e 11 estabelecimentos comerciais foram temporariamente embargados até que se concluam as investigações. Mais de 100 mil insumos para a produção fraudulenta foram apreendidos.
Outra frente de combate será contra a produção de insumos que alimentam esse mercado, como gráficas que falsificam rótulos, tampas e lacres para as garrafas. O gabinete de crise indicou que “quem recebe a encomenda de um rótulo, sabe que está produzindo para falsificação” e prometeu desarticular empresas que colaboram com esse tipo de crime.
Trabalho conjunto
Além disso, foi anunciada a criação de um convênio com entidades e associações do mercado para realizar treinamentos de agentes fiscais, empresários e funcionários em identificar bebidas falsificadas e evitar a compra de distribuidoras ilegais. E também a abertura de um canal de contato com o governo para que produtos suspeitos sejam entregues às autoridades, que entrarão com um pedido na justiça para destruir as falsificações.
