Dono da ‘Choquei’ não integra organização criminosa e recebeu por serviços de publicidade e marketing, diz defesa


Advogado do dono da página ‘Choquei’ comenta prisão
O dono da página “Choquei”, Raphael Sousa Oliveira, preso nesta quarta-feira (15) pela Polícia Federal, não integra organização criminosa e recebeu por serviços de marketing e publicidade, segundo o advogado de defesa, Pedro Paulo de Medeiros. O influenciador é suspeito de atuar na produção e divulgação de conteúdos favoráveis a três investigados por lavagem de dinheiro e transações ilegais. Um deles é o MC Ryan SP, que também foi preso.
Ao g1, o advogado do empresário informou que ele não participou de qualquer esquema ilícito, além de jamais exercer função diversa da veiculação publicitária contratada (veja nota completa abaixo).
Segundo a decisão judicial ao qual o g1 teve acesso, além de conteúdos favoráveis, Raphael é suspeito de receber altos valores referentes à promoção de plataformas de apostas ilegais e rifas. O influenciador é apontado como “operador de mídia da organização”.
Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, prestou depoimento na Polícia Federal, em Goiânia
Reprodução/Instagram de Raphael Sousa | Eliane Barros/g1
Operação Narco Fluxo
A operação Narco Fluxo da Polícia Federal investiga transações ilegais de de mais de R$ 1,6 bilhão. Também foi preso o influenciador Chrys Dias que tem quase 15 milhões de seguidores, e outros produtores de conteúdo e o MC Poze do Rodo.
O perfil de notícias e fofocas que Raphael administra acumula mais de 27 milhões de seguidores. Segundo dados da Receita Federal, Raphael é sócio-administrador de duas empresas ligadas à Choquei, ambas com sede em Goiânia. A primeira foi fundada em 2019. A segunda, dois anos depois. Ele também foi alvo de um mandado de busca e apreensão.
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Nota
A defesa de Raphael Sousa Oliveira esclarece que seu vínculo com os fatos investigados decorre, exclusivamente, da prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa, responsável pela comercialização de espaço de divulgação digital.
Os valores por ele recebidos referem-se a serviços efetivamente prestados de publicidade e marketing, atividade lícita e regularmente exercida há anos.
Raphael não integra organização criminosa, não participou de qualquer esquema ilícito e jamais exerceu função diversa da veiculação publicitária contratada.
A defesa está adotando as medidas cabíveis e demonstrará, no momento oportuno, que sua atuação sempre se deu dentro dos limites da legalidade.
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