Neblina ou névoa? Piauí registra novamente o fenômeno; especialistas explicam


Neblina ou névoa? Piauí registra novamente o fenômeno; especialistas explicam
Moradores de cidades do interior e do litoral do Piauí amanheceram nesta quinta-feira (16) com um fenômeno que encobriu o céu e reduziu a visibilidade em alguns pontos do estado. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram localidades como Altos, a cerca de 40 km de Teresina, e Parnaíba, no litoral, cobertas por uma espécie de “nuvem baixa” (assista acima).
As imagens chamaram a atenção e geraram dúvidas sobre a classificação do fenômeno. Especialistas ouvidos pelo g1 explicaram se o caso se trata de névoa ou neblina — ambos formados pela condensação do vapor de água próximo ao solo, mas com diferenças no alcance da visibilidade.
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Neblina ou névoa?
O diretor de Prevenção e Mitigação da Defesa Civil do Piauí, Werton Costa, afirmou que, com base na análise de vídeos divulgados nas redes sociais, o fenômeno registrado nesta quinta-feira foi classificado como neblina.
“O critério para distinguir é a visibilidade. No vídeo, é possível ver veículos na rodovia, mas apenas a curtas distâncias. Observamos carros a 100, 200 ou 300 metros, mas não além disso, o que indica visibilidade inferior a 1 km e caracteriza a neblina”, explicou.
“A neblina, também chamada de nevoeiro, é mais densa e reduz a visibilidade para menos de 1 km. Já a névoa é mais leve e permite enxergar a distâncias maiores, geralmente entre 1 km e 5 km”, completou.
A meteorologista Sônia Feitosa, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), apresentou uma avaliação diferente e afirmou que o fenômeno pode ser classificado como névoa.
“No caso mostrado, há pessoas dirigindo normalmente, o que indica que não se trata de neblina. Se fosse, a visibilidade estaria muito reduzida, inferior a 1 km, podendo chegar a 800 ou até 300 metros, o que dificultaria a condução”, explicou.
“Quando é possível enxergar além de 1 km, classificamos como névoa. O processo de formação é o mesmo, seja neblina, nevoeiro, serração ou névoa. A diferença está na distância que se consegue enxergar: até 1.000 metros é neblina; acima disso, é névoa”, completou.
A divergência entre os especialistas pode ter ocorrido porque a análise foi feita com base em vídeos das redes sociais, sem instrumentos para medir com precisão a visibilidade, o que torna a avaliação mais subjetiva.
Em situações como essa, a divergência é comum, já que uma regra técnica é aplicada a uma estimativa visual. Na prática, ambos concordam que houve condensação de vapor de água; a diferença está apenas na classificação do fenômeno.
Fenômeno foi registrado em Teresina e levou ao cancelamento de voo
No último dia 7, um fenômeno de “nuvem baixa” foi registrado em Teresina e levou ao cancelamento de um voo no Aeroporto Senador Petrônio Portella.
O episódio também gerou dúvidas sobre a classificação do fenômeno, que foi atribuído a condições de alta umidade e variação de temperatura na atmosfera.
Na ocasião, a meteorologista Sônia Feitosa, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), afirmou que se tratava de névoa, formada pela alta umidade do ar e pela diferença de temperatura na atmosfera.
Já o diretor de Prevenção e Mitigação da Defesa Civil do Piauí, Werton Costa, classificou o fenômeno como neblina, com base na redução da visibilidade para menos de 1 km.
O fenômeno afetou o transporte aéreo em Teresina. Um voo foi cancelado e outro precisou ter o horário alterado no aeroporto da capital.
Neblina ou névoa? Piauí registra novamente o fenômeno
Montagem g1 PI/ Divulgação
*Gabriely Corrêa, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros.
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