
Campus da Universidade Federal de Sergipe em São Cristóvão
Leonardo Barreto/ g1
A Universidade Federal de Sergipe (UFS) foi condenada a recompor as vagas de cursos de graduação reservadas a cotas étnico-raciais que foram fraudadas, entre 2016 e 2020. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Ministério Público Federal (MPF), responsável pela ação.
De acordo com o MPF, durante esse período, alunos brancos ocuparam dezenas de vagas reservadas a alunos negros e indígenas, com grande concentração nos cursos mais concorridos. Dos 114 casos apurados, 39 eram do curso de medicina e 15 de odontologia.
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Com a condenação do MPF, a universidade deverá reparar integralmente as 114 vagas, independentemente se as vagas foram liberadas por desistência, cancelamento ou pela conclusão dos processos administrativos.
Segundo a decisão, a UFS deve preencher essas vagas por meio de processo seletivo especial, destinado exclusivamente a candidatos pretos, pardos e indígenas, ou seja, os verdadeiros destinatários da política de cotas.
A UFS ainda não se manifestou sobre o assunto.
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