Hospital Estadual de Sumaré identifica superbactéria KPC em 14 pacientes internados


IMAGEM DE ARQUIVO: Hospital Estadual de Sumaré
Luciano Machado/EPTV
O Hospital Estadual Sumaré (SP) informou nesta quinta-feira (16) que 14 pacientes internados na unidade foram diagnosticados com a bactéria multirresistente KPC. A identificação foi por meio de exames de rotina e, segundo a unidade, não caracteriza infecção.
📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp
Isso significa que a bactéria está presente no organismo sem causar doença ou sintomas, não exigindo tratamento com antibióticos. Ainda de acordo com o hospital, os pacientes são casos antigos e não apresentam quadro infeccioso ativo.
Ainda assim, por precaução, a unidade informou que mantém protocolos preventivos, como isolamento, sinalização específica, uso de equipamentos exclusivos, adoção obrigatória de EPIs pela equipe assistencial e intensificação da limpeza e desinfecção.
A instituição também garante o fornecimento de insumos e a capacitação contínua das equipes.
LEIA TAMBÉM:
Campinas identifica superbactéria em 7 pacientes e fecha UTI do Mário Gatti temporariamente
Campinas confirma morte de dois pacientes que pegaram KPC no Mário Gatti; causa não foi a bactéria, diz hospital
O que é a KPC?
A KPC faz parte de um grupo de bactérias que são resistentes a antibióticos, por isso, é chamada de superbactéria;
O agente infeccioso produz uma enzima que destrói vários antibióticos, medicamentos mais usados em casos de infecções bacterianas;
A superbactéria foi identificada no Brasil no início dos anos 2000; desde então, surtos são registrados de tempos em tempos em unidades de saúde.
Como surge?
Segundo o infectologista e professor da Unicamp, Plínio Trabasso, o surgimento desse tipo de bactéria é uma consequência da utilização de antibióticos potentes no ambiente hospitalar ao longo dos anos.
“Elas vão se tornando resistentes aos antibióticos que a gente vai utilizando e por isso elas são mais prevalentes nesse próprio ambiente. É muito importante fazer o controle da disseminação, inclusive, porque o tratamento é dificultado”, explica.
Cultura da KPC em uma placa de Petri; foto de 2013
Reprodução/EPTV
Quais são os sintomas?
Ainda de acordo com Trabasso, as infecções mais comuns em diagnósticos de KPC são:
infecções de corrente sanguínea (sepse)
pneumonia
infecções do trato respiratório
infecções urinárias, embora menos frequentes
infecções de feridas operatórias
Como prevenir?
A KPC atinge de forma mais frequente pacientes internados que estão com a imunidade debilitada, como em em UTIs, por exemplo.
A transmissão ocorre por meio do contato com os fluidos da pessoa infectada ou por aparelhos de ventilação mecânica, cateteres e sondas;
Se há alguma falha no processo de higiene e desinfecção do ambiente hospitalar, ela pode aparecer e se alastrar de pessoa para pessoa. É a chamada transmissão cruzada;
A infecção fora do ambiente hospitalar também pode ocorrer, mas a incidência é baixa.
O médico infectologista ressalta a necessidade de ter atenção e cuidado, em especial:
para a população em geral: realizar sempre higiene das mãos, seja com água e sabão comum ou com álcool gel, após ter contato com as pessoas.
para os profissionais de saúde: obedecer as regras específicas de higiene e segurança.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região
Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
Adicionar aos favoritos o Link permanente.