
Marcelly Peretto foi presa por envolvimento na morte do irmão em Praia Grande (SP)
Redes Sociais e Reprodução
A Justiça remarcou o júri popular de Marcelly Peretto, acusada de envolvimento no assassinato do irmão e comerciante Igor Peretto, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. De acordo com a decisão, obtida pelo g1 nesta quinta-feira (16), a data de 20 de agosto foi alterada para 26 de novembro, às 9h.
Igor foi morto no dia 31 de agosto de 2024. O Ministério Público de São Paulo denunciou Rafaela Costa da Silva (viúva), Marcelly (irmã por parte de pai) e Mário Vitorino (cunhado) por premeditarem o crime, alegando que a vítima era vista como um “empecilho no triângulo amoroso” formado entre eles.
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O advogado da acusada, Alex Ochsendorf, explicou ao g1 que a mudança da data ocorre devido à agenda de júris. “[O juiz] fez a readequação da pauta para colocar os processos mais antigos para serem julgados antes do processo da Marcelly, que é um processo mais recente”, acrescentou ele.
Ochsendorf já havia afirmado que espera absolvição da cliente. “Aguardamos com serenidade o julgamento pelo júri popular”, destacou o advogado.
Cunhado e viúva
Caso Igor Peretto: viúva de comerciante morto após descobrir traição deixa a cadeia
A viúva deixou a prisão no dia 17 de outubro de 2025 (assista acima), após o juiz Felipe Esmanhoto Mateo desclassificá-la na denúncia, afirmando que ela não estava no apartamento no momento do crime, e que as provas colhidas não foram suficientes para comprovar sua participação.
Na mesma decisão, o juiz determinou a pronúncia de Mário e Marcelly, ou seja, que eles fossem submetidos a júri popular pelo crime de homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe (relacionamento entre os acusados), meio cruel (diversos golpes de faca) e recurso que dificultou a defesa (vítima desarmada e atacada por pessoa de seu relacionamento próximo).
Mário Vitorino, ex-marido de Marcelly e acusado de matar o comerciante, ainda não tem data para ser levado ao Tribunal do Júri.
Processo desmembrado
Mario Vitorino, Marcelly Peretto e Rafaela Costa foram presos por envolvimento na morte de Igor Peretto
Polícia Civil
Até a decisão de pronúncia, Mário e Marcelly eram julgados juntos. No entanto, o processo foi desmembrado porque a ré contratou uma nova equipe de defesa, que adotou outra estratégia.
O antigo advogado de Marcelly havia entrado com recurso contra a decisão de pronúncia do juiz, assim como a defesa de Mário. Nesse contexto, os réus aguardavam julgamento em segunda instância sobre a pronúncia.
No entanto, o novo advogado de Marcelly, Alex Ochsendorf, desistiu do recurso. Ele explicou que tomou a decisão para evitar que a cliente passe mais tempo presa, já que ela permaneceria em cárcere até o final do julgamento dos recursos e, mesmo assim, ainda poderia ser levada a júri popular.
“Como ela está presa, ela não tem que aguardar o julgamento do Mário. Então, ela vai a julgamento [tribunal do júri], enquanto o Mário vai ser julgado pelo recurso dele”, explicou Ochsendorf à época.
O crime
Igor Peretto, Mário Vitorino, Rafaela Costa e Marcelly Peretto no elevador do prédio onde aconteceu o crime em Praia Grande, SP
Reprodução
O crime aconteceu em 31 de agosto de 2024, no apartamento de Marcelly Peretto. Dentro do imóvel estavam a vítima, Marcelly e Mário Vitorino. Rafaela chegou com Marcelly ao apartamento, mas o deixou 13 segundos antes do marido chegar com o suspeito pelo assassinato.
Segundo os depoimentos do trio e dos advogados, a viúva Rafaela tinha um caso com Mário. O advogado de Marcelly ainda disse que a cliente e Rafaela tiveram um envolvimento amoroso no local antes da chegada de Igor e Mário ao apartamento.
Igor Peretto foi morto a facadas e teria ficado tetraplégico [sem movimento do pescoço para baixo] se tivesse sobrevivido. A informação consta em laudo necroscópico obtido pelo g1.
As mulheres se entregaram e foram presas em 6 de setembro do mesmo ano, enquanto Mário foi detido após ser encontrado escondido na casa de um tio de Rafaela, em Torrinha (SP), no dia 15 do mesmo mês.
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