Fugindo de uma tempestade na Antártida, navio alemão avista mancha escura no gelo e descobre ilha de 130 metros e 16 metros de altura que não existia em nenhum mapa

A maioria das pessoas assume que o planeta já foi completamente mapeado. Em fevereiro de 2026, uma equipe de 93 cientistas a bordo do quebra-gelo Polarstern provou que não: forçados a buscar abrigo por uma tempestade no Mar de Weddell, avistaram uma mancha escura no gelo que nenhum mapa registrava. Era uma ilha inteira.

Como a ilha foi descoberta por acidente no Mar de Weddell?

O Polarstern estudava o fluxo de gelo da Plataforma de Gelo Larsen quando o mau tempo forçou a interrupção das atividades. Ao manobrar para sotavento próximo à Ilha Joinville, a tripulação avistou o que parecia ser um iceberg com manchas escuras. O especialista em batimetria Simon Dreutter foi o primeiro a perceber que a coloração e a forma eram incompatíveis com gelo.

A área estava marcada nas cartas náuticas apenas como “zona de perigo”, sem representação de costa ou formação terrestre. A posição registrada nos mapas estava deslocada em cerca de 1 milha náutica (1,85 km) em relação ao local real, imprecisão atribuída ao fato de imagens de satélite frequentemente confundirem a ilha com os icebergs ao redor.

A posição registrada nos mapas estava deslocada em cerca de 1 milha náutica (1,85 km) em relação ao local real

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Qual é o tamanho real e como a equipe confirmou o achado?

A equipe aproximou o Polarstern a 150 metros da costa, mantendo 50 metros de profundidade segura sob a quilha. Para validar e cartografar o achado, foram usados dois recursos principais:

  • Sonar multifeixe de alta resolução: mapeou o relevo submarino ao redor da ilha com precisão batimétrica.
  • Drone: gerou imagens aéreas e um modelo tridimensional de elevação com coordenadas geográficas precisas.

A ilha tem 130 metros de comprimento, 50 metros de largura e se eleva 16 metros acima do nível do mar. A confirmação oficial foi divulgada pelo Instituto Alfred Wegener (AWI) em 7 de abril de 2026.

A equipe aproximou o Polarstern a 150 metros da costa, mantendo 50 metros de profundidade segura sob a quilha

Por que uma ilha inteira podia estar fora dos mapas em 2026?

A descoberta expõe uma realidade pouco conhecida: apenas 25% do fundo dos oceanos possui medições diretas por navio. O restante depende de estimativas indiretas, com lacunas ainda maiores em regiões polares, onde o gelo historicamente bloqueava o acesso. O banco internacional de nomes antárticos já cataloga 39.187 nomes vinculados a 20.159 feições geográficas de 22 países, e a nova ilha só entrará nessa lista após a conclusão do processo oficial de nomeação:

Característica Dado
Comprimento 130 metros
Largura 50 metros
Altura acima do mar 16 metros
Erro de posição nos mapas 1,85 km
Status nos mapas Apenas “zona de perigo”

Não é a primeira descoberta batimétrica do Polarstern na região. Em 2014, o chefe de batimetria Boris Dorschel já havia identificado dois montes submarinos, um no Atlântico Sul e outro no próprio Mar de Weddell.

O que o degelo antártico tem a ver com essa descoberta?

Desde 2017, pesquisadores do AWI registram recuo do gelo marinho no noroeste do Mar de Weddell, o que pode ter facilitado o acesso à área onde a ilha foi encontrada. Os pesquisadores não descartam que ela sempre tenha existido sob cobertura de gelo, mas consideram que o avanço do degelo tende a revelar outras formações ainda desconhecidas na região.

Para entender o que mais está escondido sob o gelo antártico, o canal INCRÍVEL, com mais de 18,4 milhões de inscritos, reuniu as descobertas mais recentes sobre o continente gelado, de montanhas soterradas a ecossistemas que nem deveriam existir naquele frio extremo:

O que mais pode estar escondido sob o gelo da Antártida?

A descoberta do Polarstern é um lembrete de que o planeta ainda guarda surpresas em lugares que julgamos conhecer. Montanhas, lagos subglaciais e agora ilhas inteiras seguem aparecendo à medida que o gelo recua e os instrumentos de mapeamento evoluem.

A ilha encontrada por acidente no Mar de Weddell em 2026 não é uma anomalia. É um sinal de que o mapa do mundo ainda tem espaços em branco, e que às vezes é uma tempestade que nos força a olhar para eles.

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