Geólogos descobrem montanhas colossais escondidas no manto da Terra, 100 vezes maiores que o Everest

Geólogos descobrem montanhas colossais escondidas no manto da Terra, 100 vezes maiores que o Everest

Bem abaixo dos nossos pés, a milhares de quilômetros de profundidade, existem montanhas no manto da Terra tão colossais que fazem o Everest parecer um grão de areia. Geocientistas confirmaram essas estruturas gigantescas e elas estão reescrevendo tudo o que sabíamos sobre o interior do nosso planeta.

O canal SpaceToday abordou essa descoberta incrível?

O canal SpaceToday, com impressionantes 2,3 milhões de inscritos, mergulha fundo nessa revelação que desafia os livros de geologia. As chamadas Grandes Províncias de Baixa Velocidade (LLVPs) são bolhas massivas de material denso localizadas sob a África e o Oceano Pacífico, com alturas que superam em até 100 vezes as maiores montanhas da superfície.

Diferente do granito comum, essas estruturas são compostas por minerais extremamente quentes e comprimidos sob pressões inimagináveis. Elas funcionam como “continentes internos” que influenciam diretamente o fluxo de calor e a movimentação das placas tectônicas.

Como os cientistas enxergaram algo tão profundo?

Pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona utilizaram a sismologia computacional para mapear o interior terrestre com ondas de terremotos. Quando um tremor ocorre, as vibrações mudam de velocidade ao atingir essas estruturas densas, revelando sua forma e composição.

Os principais achados desse mapeamento foram surpreendentes:

  1. As ondas sismológicas desaceleram drasticamente ao cruzar essas regiões, indicando composição química diferente do restante do manto.
  2. Modelos matemáticos sugerem que essas massas podem ser restos de um planeta antigo que colidiu com a Terra bilhões de anos atrás.
  3. As “bases” dessas montanhas se estendem por milhares de quilômetros horizontalmente.

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Qual o impacto dessas montanhas no clima e nos vulcões?

Essas estruturas atuam como radiadores gigantes, direcionando o calor do núcleo para a crosta terrestre e criando plumas mantélicas. Quando uma dessas “pontas” se aquece demais, dispara uma subida de magma que resulta em erupções vulcânicas massivas na superfície.

Um estudo publicado na revista Nature Geoscience detalha como essas estruturas internas moldam o ambiente externo e determinam onde novos vulcões de “ponto quente”, como os do Havaí, surgirão nos próximos milhões de anos.

Geólogos descobrem montanhas colossais escondidas no manto da Terra, 100 vezes maiores que o Everest
Geólogos descobrem montanhas colossais escondidas no manto da Terra, 100 vezes maiores que o Everest

O que explica uma escala 100 vezes maior que o Everest?

O Everest possui cerca de 8,8 km de altura, enquanto essas anomalias térmicas podem atingir centenas de quilômetros de elevação vertical a partir do núcleo. Veja como elas se comparam em diferentes aspectos:

Geólogos descobrem montanhas colossais escondidas no manto da Terra, 100 vezes maiores que o Everest
Geólogos descobrem montanhas colossais escondidas no manto da Terra, 100 vezes maiores que o Everest

Lá no manto profundo, a gravidade e a flutuabilidade funcionam de forma diferente, permitindo que essas massas flutuem como icebergs de pedra em um oceano de magma viscoso.

Como essa descoberta reescreve a história da Terra?

A existência dessas montanhas mostra que a Terra não é uma bola de rocha que esfriou de forma uniforme, mas o resultado de uma mistura caótica de materiais espaciais que nunca se fundiram completamente. Essas “cicatrizes” gigantescas nas profundezas são, na verdade, um cemitério de mundos antigos.

Entender essas montanhas invisíveis é o segredo para decifrar como a vida se tornou possível em um planeta com um interior tão turbulento e fascinante.

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