
Mulher sofreu intoxicação após misturar ácido e água sanitária para limpar casa em Itaúna
Corpo de Bombeiros/Divulgação
O ácido muriático, envolvida na intoxicação de uma dona de casa em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais, após ser misturado com água sanitária, é uma substância altamente corrosiva capaz de danificar materiais como concreto, mármore e metais, além de liberar gases tóxicos quando combinado com outros produtos de limpeza.
Segundo o professor do Departamento de Ciências Naturais da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Paulo Henrique Tavares, o ácido muriático é o nome comercial dado à solução aquosa de ácido clorídrico.
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Nos produtos destinados ao consumidor, a concentração de ácido muriático varia entre 10% e 15%. Já nas aplicações industriais, ela pode ultrapassar 30%.
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Segundo o professor, o produto é utilizado em limpezas pesadas. No entanto, se for manuseado de forma inadequada, pode representar riscos à saúde.
“É um produto altamente corrosivo, uma espécie de ‘lixa química’ capaz de remover cimento, ferrugem e incrustações que a limpeza comum não remove”, afirma Paulo Henrique.
O ácido muriático pode danificar diversos materiais presentes no dia a dia, especialmente:
Ferro
Aço
Alumínio
Zinco
Cobre
Rejuntes cimentícios
Concreto
Mármore
Granito polido
Pinturas automotivas
Mistura com outros produtos é perigosa
O maior risco, porém, está na mistura do ácido muriático com outros produtos de limpeza. Quando combinado com hipoclorito de sódio, conhecido como água sanitária, o produto libera gás cloro.
“É um gás extremamente tóxico, que é semelhante ao agente químico usado na Primeira Guerra Mundial”, disse Paulo Henrique.
Segundo especialistas, a exposição ao ácido muriático e aos gases gerados pela mistura com outros produtos químicos pode provocar os seguintes efeitos:
Irritação intensa nos olhos na pele e nas vias respiratórias
Tosse
Falta de ar
Queimaduras químicas
Lesões pulmonares
Em concentrações elevadas, a inalação pode ser fatal
O professor reforçou que não existe nível seguro para misturar esses produtos em ambientes domésticos.
Segundo Paulo Henrique, quem tiver contato com ácido muriático deve adotar as seguintes medidas de segurança e primeiros socorros:
Nunca misture produtos químicos
Leia rótulos e siga instruções
Use luvas resistentes, óculos de proteção e ventile bem o ambiente
Em caso de inalação: leve a pessoa para local arejado, evite esforço físico e procure socorro médico imediatamente
Em contato com olhos ou pele, enxágue abundantemente com água e busque atendimento
Descarte sobras conforme instruções do rótulo ou com serviço especializado — não despeje direto no esgoto sem orientação
De acordo com as normas brasileiras de rotulagem, as embalagens devem apresentar advertências e instruções de segurança para o uso do produto.
Para limpezas domésticas, o professor da UEMG recomenda o uso de alternativas menos agressivas ou de produtos específicos para cada finalidade, que já são comercializados com instruções de uso e dosagens seguras.
“A recomendação é simples: não misture. E ao menor sinal de mal-estar, procure atendimento”, concluiu o professor.
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Mulher se intoxicou ao limpar a casa
Uma mulher, cuja idade não foi divulgada, foi internada com sinais de intoxicação após misturar ácido muriático e água sanitária durante a limpeza da casa. O caso foi registrado na sexta-feira (5), em Itaúna.
Após receber os primeiros atendimentos do Corpo de Bombeiros, a mulher foi encaminhada para a sala vermelha do Hospital Manoel Gonçalves. O estado de saúde dela não foi divulgado.
Segundo os bombeiros, no momento do resgate, a mulher estava na área externa da residência. Ela estava consciente, mas confusa e respondia a poucos estímulos.
No imóvel, os militares encontraram grande quantidade de produto químico espalhado pelo piso e sentiram um forte odor da substância.
No local, também foram encontrados dois frascos vazios de ácido muriático e um galão de água sanitária.
Para dispersar o gás e reduzir o odor no ambiente, os bombeiros utilizaram um ventilador. Em seguida, realizaram a descontaminação do imóvel e orientaram os moradores a deixar o local por 24 horas.
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