
Médico de uma clínica particular, que foi flagrado emitindo atestados falsos aos pacientes em Sorocaba (SP), em 2019, está sendo cassado
Fantástico/Reprodução
O Conselho Federal de Medicina (CFM) cassou o registro de Sérgio Fernando da Cunha Cordeiro, médico suspeito de emitir atestados falsos para pacientes de uma clínica particular em Sorocaba (SP). A decisão é de maio de 2026 e foi publicada no Diário Oficial da União.
O caso ganhou repercussão nacional depois que uma equipe da TV TEM flagrou uma clínica particular de acupuntura, ginecologia e obstetrícia entregando atestados fraudados para os pacientes com a assinatura de Sérgio. O caso foi denunciado pelo Fantástico em junho de 2019.
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Sérgio entrou com recurso, mas o conselho manteve a decisão de cassar o registro profissional dele, o CRM. Esta é a pena mais grave que um médico pode receber no Brasil.
Com isso, ele perdeu o direito de exercer a medicina no país, o que inclui atender pacientes, realizar procedimentos, emitir receitas e assinar atestados.
Conforme o conselho, Sérgio cometeu infrações gravíssimas e simultâneas ao Código de Ética:
Mentiu sobre especialidades ou fez propagandas ilegais/sensacionalistas na internet (Artigos 80, 81 e Resolução de Publicidade 1.974/11);
Teve ganhos financeiros proibidos, possivelmente lucrando por fora com indicação de marcas, farmácias ou produtos médicos (Artigo 114);
Deixou terceiros (não médicos) fazerem atos que eram de exclusividade dele (Artigo 30);
Indicou tratamentos sem comprovação científica, desnecessários ou proibidos por lei (Artigos 10 e 14).
O g1 tentou contato com o médico, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
Relembre o caso
Clínica particular de Sorocaba (SP) foi flagrada emitindo falsos atestados em 2019
Fantástico/Reprodução
Em junho de 2019, quatro produtores do Fantástico foram até a clínica cinco vezes com uma câmera escondida. Eles se passaram por pacientes, mas nenhum estava doente ou sentindo dores.
Na recepção, as secretárias não pediram documentos, e a equipe não foi atendida por um médico, apenas passou por uma sessão rápida de acupuntura. O preço da sessão era de R$ 35.
Após o procedimento, quando os produtores se preparavam para sair, a secretária perguntou se eles precisavam de um atestado. Conforme apurado pela equipe na época, a clínica mantinha vários atestados em branco assinados pelo médico.
Confira abaixo a reportagem completa do Fantástico de junho de 2019:
Fantástico revela como clínica de São Paulo fraudava atestados médicos
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