Revendedoras de lingerie encontram autonomia financeira em Juruaia


Revendedoras e lojistas de todo o Brasil visitam Juruaia em busca de novidades e melhores preços direto das fábricas do polo mineiro — Foto: Divulgação /Felinju.

Para muitas mulheres, tudo começa com uma sacola, algumas peças compradas no atacado, uma lista de contatos no celular e a certeza de que dá para ganhar dinheiro revendendo lingerie. Em Juruaia, essa história se repete há décadas, e é exatamente por isso que a cidade virou referência não só em produção, mas em autonomia financeira feminina.
Durante a pandemia, foram as revendedoras que mantiveram o polo competitivo. Muitas lojas registraram aumento nas vendas justamente para esse público e um crescimento na demanda por mão de obra. A resiliência desse grupo diz muito sobre o papel estrutural que a revenda ocupa na economia local.
Por que comprar direto da fábrica faz diferença
A lógica da revenda em Juruaia é simples: quem compra direto do polo paga preço de atacado, define a margem e controla o próprio negócio. Sem intermediários, a revendedora chega às clientes com peças de qualidade, design atual e preço competitivo, uma combinação difícil de replicar em outros canais.
As marcas da cidade já chegaram a pagar vales de cashback de até R$ 1.000 para revendedoras e lojistas que compraram acima de R$ 20 mil em uma única edição de uma das feiras realizadas, um reflexo do volume de negócios que esse público movimenta e da importância que as confecções dão a esse relacionamento comercial.
A Felinju como ponto de partida
A 29ª edição da Felinju, de 23 a 25 de abril, é o momento ideal para quem quer entrar nesse mercado ou ampliar o que já faz. Com cerca de 70 marcas expositoras, entrada gratuita e uma programação que inclui a palestra “De sacoleira a empresária”, com o consultor Felipe Santos, especialista em revenda e atacado, o evento reúne tudo o que uma revendedora precisa para dar o próximo passo.
Para quem está começando do zero, a feira funciona como uma vitrine completa, pois é possível conhecer fornecedores, comparar coleções, entender as tendências do Outono/Inverno 2026 e sair com pedidos fechados, tudo em um único fim de semana. As revendedoras são protagonistas de um dos maiores polos de moda íntima do país, e Juruaia sabe disso.
Um movimento que não para de crescer
O perfil de quem revende lingerie no Brasil mudou. O que antes era visto como renda extra virou, para muitas mulheres, a principal fonte de sustento, e em alguns casos, o primeiro passo para abrir um negócio próprio.
Um estudo do Sebrae, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, apontou que o número de mulheres à frente de um negócio no Brasil fechou o quarto trimestre de 2021 em 10,1 milhões, e Juruaia é parte ativa dessa estatística.
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