
Feira movimenta a cadeia produtiva do maior polo de lingerie de Minas Gerais, reunindo fabricantes e compradores de todo o Brasil — Foto: Divulgação/Felinju.
Trinta anos atrás, Juruaia vivia do café. Hoje, a cidade de pouco mais de 10 mil habitantes no Sul de Minas Gerais responde por uma fatia expressiva da produção nacional de moda íntima, e os números mostram uma transformação econômica que poucos municípios brasileiros conseguiram realizar em tão pouco tempo.
São mais de 200 confecções em funcionamento, gerando aproximadamente 5 mil empregos diretos e movimentando a economia local de forma intensa. O município produz cerca de 20 milhões de peças de lingerie por ano, com faturamento bruto mensal superior a R$ 15 milhões. E o impacto não fica só dentro da cidade: Juruaia responde por cerca de 15% da produção nacional de peças íntimas.
Um polo que ultrapassa fronteiras
A força produtiva de Juruaia já transpôs os limites do Sul de Minas há muito tempo. Parte da produção local é exportada para países como Estados Unidos, Portugal, Argentina, Emirados Árabes Unidos e Alemanha. No mercado interno, compradores de todo o Brasil visitam a cidade diariamente, e é justamente para ampliar ainda mais essas conexões que a Felinju existe.
A 29ª edição da feira acontece de 23 a 25 de abril, no Centro de Eventos de Juruaia, com entrada gratuita mediante credenciamento. Com cerca de 70 marcas expositoras e expectativa de crescimento entre 20% e 30% nos negócios em relação às edições anteriores, segundo o presidente da ACIJU, João Carlos de Iório, o evento movimenta muito além do setor têxtil, aquecendo também hotelaria, gastronomia e o comércio de toda a região.
Mão de obra disputada e economia aquecida o ano todo
A demanda por mão de obra é tão alta que as confecções de Juruaia atraem trabalhadores de municípios vizinhos, como Muzambinho, Guaxupé e Guaranésia. Em muitas famílias, mais de um membro trabalha no setor, seja numa grande confecção, seja numa pequena prestadora de serviços que atende as fábricas maiores.
A empresária Tânia Rezende, fundadora da Íntima Passion e uma das principais lideranças do polo, resume bem esse ciclo: para a economia local, a lingerie hoje é mais importante que o café, por gerar mais empregos e atrair mão de obra de municípios vizinhos.
A Felinju reforça esse ciclo a cada edição. Ao reunir fabricantes, fornecedores, revendedores e compradores em um único fim de semana, a feira funciona como um termômetro e um acelerador da cadeia produtiva, mostrando para onde o mercado vai e conectando quem produz com quem vende.
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