
Condenado por sequestro, cárcere privado e assassinato da ex-namorada Eloá Pimentel, Lindemberg Alves deixou a Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, nesta quarta-feira (22).
Lindemberg foi transferido para Potim, também no Vale do Paraíba, e se junta a outros presos em casos de repercussão, como Thiago Brennand e o ex-jogador Robinho.
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A transferência ocorre em meio a um movimento de reorganização do sistema prisional paulista, que vem esvaziando Tremembé, conhecido por concentrar presos famosos.
A operação busca reduzir a exposição midiática dos presos e evitar a concentração de casos de alta notoriedade em um único presídio.
Além de Brennand, Lindemberg e Robinho, a Penitenciária de Tremembé também já recebeu Daniel e Cristian Cravinhos, condenados pelo assassinato do casal von Richthofen. Alexandre Nardoni, condenado pelo assassinato da própria filha e, entre outros, casos de grande repercussão.
A transferência de Lindemberg foi confirmada ao iG pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo.
Caso Eloá

Em 2008, Lindemberg Alves, que na época tinha 22 anos, invadiu o apartamento onde morava a ex-namorada, Eloá Pimentel, de 15 anos, mantendo-a como refém por mais de 100 horas. Na ocasião, três amigos de Eloá, que estavam com ela no apartamento fazendo um trabalho de escola, também foram mantidos em cárcere privado.
Os amigos foram todos libertados por Lindemberg, mas a polícia pediu para que Nayara, uma das amigas da adolescente, voltasse ao imóvel para ajudar nas negociações.
No entanto, ela acabou sendo mantida em cativeiro novamente e só conseguiu ser libertada dois dias depois, quando o sequestro chegou ao fim.
Policiais militares do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) invadiram o apartamento após supostamente terem ouvido um estampido no local.
Após a invasão, houve uma troca de tiros e dois deles atingiram Eloá, um na cabeça e outro na virilha, causando a morte da jovem horas depois. Um disparo também atingiu Nayara, mas a adolescente sobreviveu.
Durante as investigações, ficou confirmado que as balas que atingiram Eloá foram disparadas por Lindemberg. O caso foi a júri popular em fevereiro de 2012 e ele foi considerado culpado pelos 12 crimes dos quais foi acusado.
Inicialmente, Lindemberg Alves foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão, mas a pena máxima no Brasil é de 40 anos. No ano seguinte, a defesa conseguiu a redução da pena para 39 anos.
