
Força-tarefa científica
Pesquisadores do Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) lançaram um questionário nacional para descobrir onde o tatu-bola ainda vive em Mato Grosso do Sul. A ideia é mapear a presença da espécie no Pantanal e orientar ações de preservação, já que o animal está ameaçado de extinção. Veja vídeo acima.
O tatu-bola é difícil de ser encontrado. Considerado o menor tatu do Centro-Oeste, ele pesa até 2 quilos e tem hábitos noturnos, o que reduz os registros da espécie. Quando se sente ameaçado, se enrola e forma uma bola, comportamento que inspirou o nome. A estratégia funciona contra predadores, mas não protege o animal em caso de incêndios.
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O presidente do ICAS, Arnaud Desbiez, explicou que o tatu-bola não consegue escapar do fogo. Segundo ele, quando se assusta, o animal se enrola, não cava tocas profundas e também não tem velocidade para fugir. Por isso, fica mais vulnerável.
Em Mato Grosso do Sul, há registros do tatu-bola na Serra do Amolar, perto da divisa com Mato Grosso e da fronteira com a Bolívia.
Segundo pesquisadores, o Pantanal pode ter perdido até 50% da população de tatu-bola nos últimos cinco anos. O avanço do desmatamento e das queimadas está entre as principais causas.
Os pesquisadores afirmam que áreas de pasto estão sendo transformadas em lavouras, como soja e eucalipto. Segundo eles, essas mudanças no ambiente dificultam a sobrevivência da espécie, até mesmo em locais onde ela era encontrada com frequência.
Intenção da pesquisa
A pesquisa depende da participação de moradores e trabalhadores do campo. O objetivo é descobrir onde o tatu-bola ainda é visto no Pantanal.
O questionário pergunta se as pessoas já viram o tatu-bola e em que locais isso aconteceu. Com as respostas, os pesquisadores querem mapear a distribuição da espécie na região.
Os pesquisadores alertam que o desaparecimento do tatu-bola pode afetar o equilíbrio do Pantanal. Isso porque o animal ajuda a controlar pragas, melhora a aeração do solo e ainda deixa tocas que podem ser usadas por outras espécies.
*Estagiário sob supervisão de Débora Ricalde
Pesquisadores querem saber onde tatu-bola sobrevive em MS
TV Morena
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
