CCJ altera composição na véspera da sabatina de Jorge Messias

Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do SenadoAgência Senado

Movimentação de cadeiras no Senado causa tensão nos corredores do Senado. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) passou por mudanças estratégicas em sua composição oficial entre a última quinta-feira (23) e esta segunda (27), véspera da sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

A “dança das cadeiras” ocorre em meios a negociações e articulações do Planalto com o Senado para garantir a admissão do atual Advogado-Geral da União (AGU) à cadeira vaga da Suprema Corte. 

O senador Sergio Moro (PL) foi um dos que saíram da comissão e se declarou estar surpreso com a mudança. Ele afirmou saber da alteração na noite desta segunda. O senador ocupava uma das vagas reservadas ao bloco parlamentar composto pelos partidos União, Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e Podemos

Na sua cadeira assumiu o senador titular Renan Filho (MDB), que é aliado do governo e ex-ministro dos transportes. Moro classifica a substituição como “manobra lamentável do Governo Lula” para emplacar a aprovação de Messias e sinaliza que o Planalto está incerto quanto ao crivo da Casa.

Troca-troca

Na nova escalada para a comissão a senadora Ana Paula Lobato (PSB) substituiu o até então membro titular, o senador Cid Gomes (PSB). Nesse cenário, um “vai-e-vem” estratégico retira temporariamente o ministro de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias (PT) do comando do órgão e reassumir a cadeira legislativa para participar da votação na CCJ.

Outro arranjo foi entre a suplência: o senador Marcelo Castro (MDB) passa a 1º suplente no lugar de Alessandro Vieira (MDB), que foi relato da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.

A comissão é composta por 27 membros titulares (senadores), com o mesmo número de suplentes. Segundo informações do Senado, Messias só segue para voto do Plenário se tiver de no mínimo 14 votos favoráveis.

Sabatina: tendências e expectativas

Figuras que se opõem ao governo Lula como Eduardo Girão (Novo) – defende rejeição – e Izalci Lucas (PL), manifestaram voto contra à indicação de Messias.

Em posição declaradamente crítica à indicação, o líder da oposição no Senado, Rogerio Marinho (PL) afirmou que o Senado não pode aprovar alguém que censurou opositores do atual governo.

Em contraponto, nos bastidores do Senado, o clima é positivo com uma tendência de aprovação. Na conta da base governista, eles já garantiram cerca de 16 votos favoráveis.

Além do ministro da AGU, a pauta da comissão inclui ainda sabatinas de Margareth Rodrigues Costa para ser ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e de Tarcijany Linhares Aguiar Machado para o comando da Defensoria Pública da União (DPU).

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