
Jorge Messias em sabatina do Senado.
Edilson Rodrigues/Agência Senado
O atual advogado-geral da União e indicado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal, Jorge Messias, esteve acompanhado por diferentes ministros e ex-ministros do governo durante sua sabatina. Ele está sendo questionado pelos senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e sua nomeação ao assento vago no Supremo deve ser votada ainda nesta quarta-feira (29).
Messias chegou à mesa da Comissão ao lado José Múcio, ministro da Defesa, e Silvio Costa Filho, deputado federal (Republicanos-PE) e ex-ministro de Portos e Aeroportos.
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Outros aliados do governo Lula vieram para a audiência, como Renan Filho (MDB-AL), senador e ex-ministro dos Transportes. O agora ex-ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, se licenciou temporariamente do cargo na terça-feira (28) para retomar o cargo de senador e participar da votação.
Além deles, Camilo Santana, ex-ministro da Educação e senador (PT-CE), fez uma fala elogiando o discurso e o currículo do indicado de Lula. Também perguntou se Messias tinha percepção de comprometimento institucional do Supremo no caso Master.
João Campos, pré-candidato ao governo de Pernambuco e presidente do PSB, também foi para a sabatina. O ex-prefeito de Recife é apoiado por Lula e apareceu com 46% das intenções de voto na última pesquisa Quaest.
O clima no Congresso indica que a sabatina será longa e a votação, apertada. Para chegar ao STF, o ministro de Lula precisa do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta. A votação no plenário será secreta e realizada após a sabatina.
Os últimos dias foram de intensa articulação. O governo considera ter 25 votos assegurados. Outros 35 senadores se declararam contrários à indicação e 21 indecisos podem selar o destino do ministro.
