Casarão histórico de mais de 100 anos ajuda a contar a história de Juazeiro do Piauí; conheça


Piauí de Riquezas – 02/05/2026
Um casarão construído em 1920 mantém vivas as memórias de Juazeiro do Piauí, cidade conhecida como ‘Capital das Pedras’. O imóvel, que hoje funciona como Casa da Cultura, preserva objetos e documentos importantes sobre a formação da cidade e foi um dos destaques do programa Piauí de Riquezas, da TV Clube, exibido neste sábado (2).
Localizada na região Norte do estado e inserida no semiárido nordestino, a cidade tem pouco mais de 5 mil habitantes e é conhecida pelo modo de vida simples e acolhedor.
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O nome de Juazeiro do Piauí teria sido inspirado em um pé de juá que existia em frente à casa de um empresário e pecuarista João Pereira Dutra, por volta de 1920.
Pé de juá que fica em frente à Casa Dutra
TV Clube
Em 1960, por conta do lajeiro raso, a árvore original, de grande porte, acabou tombando, deixando as raízes expostas e o tronco deitado. Já por volta de 1973, a árvore não suportou uma forte seca e acabou morrendo. Nesse mesmo período, foi plantada uma nova muda, que segue viva até hoje.
A poucos metros da árvore está a Casa Dutra, que ganhou o nome de Casa da Cultura. O imóvel, segundo o historiador Ricardo Vasconcelos, foi um dos primeiros estabelecimentos comerciais da região.
No espaço, visitantes encontram peças antigas que ajudam a reconstruir esse passado. Entre os itens expostos estão telhas originais, pregos retirados do teto antigo, lamparina, rádio, ferro de passar, fotografias e documentos históricos da família Dutra. O casarão ainda guarda figurinos e adereços ligados às manifestações culturais do município.
“As paredes são largas, feitas de pedra, e há um alpendre, então ela tem toda uma arquitetura diferenciada”, explicou Ricardo Vasconcelos.
Casarão histórico de Juazeiro do Piauí
TV Clube
A história de Juazeiro do Piauí também passa pela pecuária, atividade que ajudou no povoamento local. Nesse processo, o vaqueiro teve papel importante ao conduzir o gado por grandes áreas e colaborar com o sustento das famílias.
Um desses personagens é Francisco Luís, conhecido como Chico Necósio, que relembrou a rotina no antigo curral do casarão.
“Eu colocava a vaca de tarde, tirava o leite de manhã e soltava de manhã de novo. Era essa a vida”, contou.
Próximo ao imóvel, um pé de juá plantado por Chico Necósio em 1973 reforça a ligação entre a cidade e a árvore que inspirou seu nome.
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