Há quase 427 anos, no dia em que o calendário cristão celebra o nascimento de Cristo, padres portugueses rezaram uma missa às margens do Rio Potengi e batizaram a vila com o nome da data. Foi assim que Natal nasceu, e desde então ela coleciona apelidos: Cidade do Sol, Cidade-Berçário, Noiva do Sol.
Como uma fortaleza em formato de estrela deu origem à capital potiguar
Antes da cidade existir, veio o forte. Tropas portuguesas comandadas por Manuel de Mascarenhas Homem alcançaram a barra do Rio Grande e iniciaram a construção da fortaleza em 6 de janeiro de 1598, dia de Reis pelo calendário católico. Daí o nome Forte dos Reis Magos, segundo a Fundação Joaquim Nabuco.
A formação da cidade veio um ano depois. Em 25 de dezembro de 1599, uma missa celebrada onde hoje fica a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação marcou a fundação oficial da capital. O formato de estrela de cinco pontas que vemos hoje no forte é projeto de 1614, do arquiteto militar Francisco Frias de Mesquita, e a obra só foi concluída em 1628. Cinco anos depois, holandeses da Companhia das Índias Ocidentais tomaram a região e a rebatizaram como Nova Amsterdã, ocupando-a até 1654.

Por que a cidade ficou conhecida como Cidade do Sol?
Natal recebe mais de 300 dias de sol por ano e, em alguns dias, o céu fica claro por até 15 horas, devido à proximidade com a Linha do Equador. A capital fica a menos de 100 metros de altitude, recebe ventos constantes do Atlântico e tem temperatura média anual de 25,9 °C, segundo dados climatológicos de 30 anos.
O município ocupa apenas 167,401 km², a segunda capital brasileira com menor área territorial, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo nesse espaço enxuto, a cidade abriga 21,61 km de litoral, 36 bairros e o Parque das Dunas, segunda maior reserva florestal urbana do país, criada em 1977.

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O que visitar entre dunas falésias e fortalezas?
Natal cabe em poucos dias, mas rende uma semana de paisagens que mudam a cada esquina. Veja algumas paradas que combinam mar, areia e história:
- Forte dos Reis Magos: marco zero da cidade, em formato de estrela, com museu sobre a colonização e o Marco Colonial de Touros, considerado a escultura mais antiga do Brasil.
- Praia de Ponta Negra: 4 km de orla, faixa de areia ampliada recentemente e o icônico Morro do Careca, duna de mais de 100 metros que vira sobre o mar.
- Dunas de Genipabu: a 28 km do centro, no município de Extremoz, palco do clássico passeio de buggy “com ou sem emoção” e do esquibunda nas areias móveis.
- Parque das Dunas: 1.172 hectares de Mata Atlântica em pleno meio urbano, com trilhas guiadas, espécies nativas e mirantes para o oceano.
- Maior Cajueiro do Mundo: em Pirangi do Norte, Parnamirim, ocupa mais de 8.500 m² de copa, com passarela elevada para observação.
- Parrachos de Maracajaú: piscinas naturais a cerca de 60 km, com snorkel entre peixes coloridos quando a maré baixa.
A cozinha potiguar entre carne de sol e camarão
Natal vive de mar e sertão na mesma mesa. A culinária mistura frutos do mar fresquíssimos com pratos do interior, regados a tapioca e cuscuz.
- Camarão à potiguar: empanado e servido com molho rosé, é assinatura de restaurantes locais como o Camarões, em Ponta Negra.
- Carne de sol com macaxeira: clássico do sertão potiguar, com manteiga de garrafa, queijo coalho e mandioca cozida.
- Tapioca recheada: doce ou salgada, é a marca registrada da culinária de praia, especialmente na Casa da Tapioca de Tabatinga.
- Ginga com tapioca: peixe miúdo frito servido com tapioca, prato popular vendido nas ruas e feiras da Redinha.
- Peixada à moda potiguar: caldo encorpado com peixe branco, batatinha, ovos e leite de coco, herança caiçara do litoral norte.
Quem vai viajar para Natal (RN), vai curtir esse vídeo do canal Partiu de Férias, onde o apresentador mostra 10 lugares imperdíveis na cidade:
Quando ir e como é o clima em Natal?
O clima é tropical úmido, com calor o ano inteiro e ventos constantes. A temporada chuvosa vai de março a julho, com pico em abril, e a seca domina o segundo semestre. Veja como cada época se comporta:

ALTA TEMPORADA
CHUVA ALTA
CHUVA MÉDIA
CHUVA BAIXATemperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Vale a pena conhecer a Cidade do Sol
Natal junta numa única paisagem o passado colonial das fortalezas portuguesas, a força das dunas que se movem com o vento e o ritmo de quem vive sob 300 dias de sol. Poucas capitais brasileiras conseguem reunir tanto cenário em apenas 167 km².
Você precisa subir as dunas de Genipabu ao entardecer e entender por que essa capital potiguar conquista quem chega pela primeira vez.
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