Fundada com uma missa no dia 25 de dezembro de 1599: a capital nordestina de 300 dias de sol, dunas móveis e a fortaleza em formato de estrela mais antiga do litoral

Fundada com uma missa no dia 25 de dezembro de 1599: a capital nordestina de 300 dias de sol, dunas móveis e a fortaleza em formato de estrela mais antiga do litoral

Há quase 427 anos, no dia em que o calendário cristão celebra o nascimento de Cristo, padres portugueses rezaram uma missa às margens do Rio Potengi e batizaram a vila com o nome da data. Foi assim que Natal nasceu, e desde então ela coleciona apelidos: Cidade do Sol, Cidade-Berçário, Noiva do Sol.

Como uma fortaleza em formato de estrela deu origem à capital potiguar

Antes da cidade existir, veio o forte. Tropas portuguesas comandadas por Manuel de Mascarenhas Homem alcançaram a barra do Rio Grande e iniciaram a construção da fortaleza em 6 de janeiro de 1598, dia de Reis pelo calendário católico. Daí o nome Forte dos Reis Magos, segundo a Fundação Joaquim Nabuco.

A formação da cidade veio um ano depois. Em 25 de dezembro de 1599, uma missa celebrada onde hoje fica a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação marcou a fundação oficial da capital. O formato de estrela de cinco pontas que vemos hoje no forte é projeto de 1614, do arquiteto militar Francisco Frias de Mesquita, e a obra só foi concluída em 1628. Cinco anos depois, holandeses da Companhia das Índias Ocidentais tomaram a região e a rebatizaram como Nova Amsterdã, ocupando-a até 1654.

Fundada com uma missa no dia 25 de dezembro de 1599: a capital nordestina de 300 dias de sol, dunas móveis e a fortaleza em formato de estrela mais antiga do litoral
Natal, a capital do Rio Grande do Norte // Créditos: depositphotos.com / Cristian_Lourenco

Por que a cidade ficou conhecida como Cidade do Sol?

Natal recebe mais de 300 dias de sol por ano e, em alguns dias, o céu fica claro por até 15 horas, devido à proximidade com a Linha do Equador. A capital fica a menos de 100 metros de altitude, recebe ventos constantes do Atlântico e tem temperatura média anual de 25,9 °C, segundo dados climatológicos de 30 anos.

O município ocupa apenas 167,401 km², a segunda capital brasileira com menor área territorial, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo nesse espaço enxuto, a cidade abriga 21,61 km de litoral, 36 bairros e o Parque das Dunas, segunda maior reserva florestal urbana do país, criada em 1977.

Fundada com uma missa no dia 25 de dezembro de 1599: a capital nordestina de 300 dias de sol, dunas móveis e a fortaleza em formato de estrela mais antiga do litoral
Natal, a capital do Rio Grande do Norte // Créditos: depositphotos.com / Cristian_Lourenco

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O que visitar entre dunas falésias e fortalezas?

Natal cabe em poucos dias, mas rende uma semana de paisagens que mudam a cada esquina. Veja algumas paradas que combinam mar, areia e história:

  • Forte dos Reis Magos: marco zero da cidade, em formato de estrela, com museu sobre a colonização e o Marco Colonial de Touros, considerado a escultura mais antiga do Brasil.
  • Praia de Ponta Negra: 4 km de orla, faixa de areia ampliada recentemente e o icônico Morro do Careca, duna de mais de 100 metros que vira sobre o mar.
  • Dunas de Genipabu: a 28 km do centro, no município de Extremoz, palco do clássico passeio de buggy “com ou sem emoção” e do esquibunda nas areias móveis.
  • Parque das Dunas: 1.172 hectares de Mata Atlântica em pleno meio urbano, com trilhas guiadas, espécies nativas e mirantes para o oceano.
  • Maior Cajueiro do Mundo: em Pirangi do Norte, Parnamirim, ocupa mais de 8.500 m² de copa, com passarela elevada para observação.
  • Parrachos de Maracajaú: piscinas naturais a cerca de 60 km, com snorkel entre peixes coloridos quando a maré baixa.

A cozinha potiguar entre carne de sol e camarão

Natal vive de mar e sertão na mesma mesa. A culinária mistura frutos do mar fresquíssimos com pratos do interior, regados a tapioca e cuscuz.

  • Camarão à potiguar: empanado e servido com molho rosé, é assinatura de restaurantes locais como o Camarões, em Ponta Negra.
  • Carne de sol com macaxeira: clássico do sertão potiguar, com manteiga de garrafa, queijo coalho e mandioca cozida.
  • Tapioca recheada: doce ou salgada, é a marca registrada da culinária de praia, especialmente na Casa da Tapioca de Tabatinga.
  • Ginga com tapioca: peixe miúdo frito servido com tapioca, prato popular vendido nas ruas e feiras da Redinha.
  • Peixada à moda potiguar: caldo encorpado com peixe branco, batatinha, ovos e leite de coco, herança caiçara do litoral norte.

Quem vai viajar para Natal (RN), vai curtir esse vídeo do canal Partiu de Férias, onde o apresentador mostra 10 lugares imperdíveis na cidade:

Quando ir e como é o clima em Natal?

O clima é tropical úmido, com calor o ano inteiro e ventos constantes. A temporada chuvosa vai de março a julho, com pico em abril, e a seca domina o segundo semestre. Veja como cada época se comporta:

🚙
Verão
Dezembro a Fevereiro
24°C a 31°C
Ventos constantes aliviam o calorão. Época badalada na cidade, perfeita para Praias e os passeios de buggy.
⭐ ALTA TEMPORADA

🏰
Outono
Março a Maio
23°C a 30°C
A temporada chuvosa atinge seu grande pico em abril. A dica é focar no Forte dos Reis Magos e nos museus.
☔ CHUVA ALTA

🍽
Inverno
Junho a Agosto
21°C a 28°C
As precipitações dão trégua na reta final da estação. Aproveite para explorar os Parrachos e roteiros gastronômicos.
🌧 CHUVA MÉDIA

🌅
Primavera
Setembro a Novembro
22°C a 30°C
A seca domina o segundo semestre potiguar! O cenário ideal para curtir as Dunas e o espetacular pôr do sol em Genipabu.
☀ CHUVA BAIXA

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Vale a pena conhecer a Cidade do Sol

Natal junta numa única paisagem o passado colonial das fortalezas portuguesas, a força das dunas que se movem com o vento e o ritmo de quem vive sob 300 dias de sol. Poucas capitais brasileiras conseguem reunir tanto cenário em apenas 167 km².

Você precisa subir as dunas de Genipabu ao entardecer e entender por que essa capital potiguar conquista quem chega pela primeira vez.

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