Irã acusa violação de cessar-fogo; EUA negam ruptura

Porta aviões da Marinha dos EUA transita pelo Estreito de OrmuzDivulgação Departamento de Defesa dos EUA

O presidente do Parlamento do Irã afirmou que o cessar-fogo no Oriente Médio foi violado e colocou em risco a navegação no Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos negam e dizem que a trégua continua em vigor, mesmo após confrontos recentes na região.

A declaração foi feita por Mohammad Bagher Ghalibaf em uma postagem na rede X. Ele disse que a segurança da rota marítima foi afetada por ações de Washington e aliados e que o cenário atual “é insustentável”.

معادلهٔ‌ جدید تنگهٔ هرمز در حال تثبیت است. امنیت کشتیرانی و ترانزیت انرژی به دست آمریکا و متحدانش با نقض آتش‌بس و اعمال محاصره به خطر افتاده است؛ البته شرّشان کم خواهد شد.

خوب می‌دانیم که استمرار وضع موجود برای آمریکا غیر قابل تحمل است؛ درحالی که ما هنوز حتی شروع هم نکرده‌ایم.

— محمدباقر قالیباف | MB Ghalibaf (@mb_ghalibaf) May 5, 2026

 A fala ocorre um dia após troca de tiros no estreito, durante uma operação americana para escoltar navios comerciais na região.

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Do lado americano, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que o cessar-fogo não foi rompido. Segundo ele, a operação militar é limitada e tem como objetivo garantir a passagem de embarcações.

Confrontos e versões opostas

As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmam ter destruído embarcações iranianas, além de drones e mísseis, após ataques contra navios e aliados na região.

O Irã, por sua vez, diz que reagiu a ações americanas e nega parte dos episódios relatados por Washington.

Não há confirmação independente sobre os ataques. Relatos de explosões e incêndios foram registrados por embarcações comerciais no Golfo, enquanto autoridades dos Emirados Árabes Unidos afirmam ter sido alvo de mísseis e drones.

Disputa no Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz concentra uma das principais rotas de energia do mundo e segue no centro da disputa.

Os Estados Unidos enviaram navios de guerra para escoltar petroleiros e liberar a passagem de embarcações. O Irã, por outro lado, afirma que controla a segurança da região e ameaça reagir a qualquer presença militar considerada hostil.

O impasse ocorre em meio a negociações indiretas de paz, que ainda não avançaram para um acordo definitivo.

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