
Leite integral também registrou aumento, de 8,01%
Reprodução/TV Mirante
O leite integral foi o alimento da cesta básica de Piracicaba (SP) que teve maior impacto nos gastos das famílias em abril de 2026, segundo estudo realizado pelo Grupo Painel Econômico da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), o campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP).
Segundo levantamento da USP, coordenado pelo professor Carlos Vian (Esalq-USP), o preço do leite integral manteve movimento de alta desde fevereiro de 2026, após meses seguidos de queda, iniciada em setembro de 2025. O valor chegou a R$ 5,52, o maior registrado desde abril do ano anterior.
🥛 O laticínio passou de R$ 4,80 para R$ 5,52 entre março e abril, apresentando uma variação absoluta de 15%. O aumento representou um acréscimo mensal de R$ 11,52 no bolso do consumidor — confira a variação, abaixo:
Leite, carnes e muçarela
O preço total da cesta aumentou 3,60%, passando de R$ 1.142 para R$ 1.184. Assim como o leite, a carne de primeira e de segunda também apresentaram alta e impactaram a variação do valor da cesta básica.
A carne de primeira registrou a quarta alta consecutiva desde janeiro, chegando a R$ 57,04/kg, com 4,05%;
A carne de segunda subiu 4,96% no mês.
O arroz branco avançou 4,31%, passando de R$ 19,27 para R$ 20,10. Apesar disso, o valor atual é 31,31% menor que em abril de 2025 (R$ 29,26).
O queijo muçarela teve a terceira alta seguida, atingindo R$ 51,68/kg, maior valor do recorte anual.
O extrato de tomate subiu 12,77%, alcançando R$ 6,71, também o maior preço da série anual.
Confira os alimentos que mais contribuíram abaixo:
Cesta básica: 3,63% mais caro
Assim como o preço total da cesta, o índice da cesta básica de Piracicaba está 3,63% mais alto em relação ao valor de março, passando de R$ 1.362 para R$ 1.411. Essa variação representou um aumento de R$ 49,40 no gasto total das famílias.
🔎O índice da cesta básica é diferente do preço total da cesta. Esse cálculo refere-se ao indicador econômico, medindo a variação do custo do conjunto de alimentos essenciais, com o objetivo é medir o custo de vida e a evolução dos preços dos alimentos, e não a variação do preço total da cesta.
Alimentação: alta de 3,6%, passando de R$ 1.142 para R$ 1.184
Limpeza doméstica: alta de 3,33%, de R$ 94 para R$ 97
Higiene pessoal: queda de 4,12%, de R$ 124 para R$ 129
Higiene pessoal e limpeza doméstica
No setor da limpeza doméstica, o amaciante foi o grande vilão da categoria, com alta de 14,04%, saindo de R$ 27,35 para R$ 31,19. Em contrapartida, a Água Sanitária (-4,11%) e o Sabão em Pó (-3,01%) tiveram quedas de preço.
Na higiene pessoal, o papel higiênico teve o maior aumento percentual do setor (11,25%), passando de R$ 20,71 para R$ 23,04. O Absorvente foi o item que mais caiu na categoria (-2,36%).
Sobre o estudo
A cesta é calculada para uma família de quatro pessoas com renda entre um e cinco salários mínimos.
Os preços são levantados mensalmente em seis supermercados de varejo e quatro atacarejos da cidade. São monitorados cerca de 40 produtos básicos
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