Variante do vírus Influenza A é identificada em amostras no Piauí; entenda


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Uma variante do vírus da Influenza A (H3N2) foi identificada em amostras coletadas em Teresina pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (Lacen). A linhagem, popularmente conhecida como “gripe K”, não possui evidências de maior gravidade clínica ou aumento da mortalidade em comparação com outras linhagens do vírus.
Segundo o Lacen, as amostras analisadas, coletadas em fevereiro, foram classificadas no grupo genético 3C.2a1b.2a.2a.3a.1, que pertence ao subclado K. A variante, segundo o laboratório, está em circulação desde 2025.
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Subclado: É uma subdivisão de um mesmo vírus, definida por pequenas mudanças genéticas acumuladas ao longo do tempo. Essas variações não caracterizam um vírus novo, mas podem afetar sua circulação e a resposta do organismo.
O primeiro caso da gripe foi divulgado em 12 de dezembro do ano passado, no estado do Pará. Uma semana depois, outros três casos foram registrados em Mato Grosso do Sul.
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O Lacen afirmou que, atualmente, a variante H3N2 corresponde a cerca de 86,8% dos casos recentes globais de influenza A.
O subclado K do H3N2 não representa o surgimento de um vírus completamente novo, mas uma evolução genética que pode favorecer maior transmissão. Entre os sintomas estão sinais comuns de gripe, como febre, dor no corpo, tosse e cansaço. É importante ficar atento a sinais de piora, como falta de ar.
Autoridades sanitárias internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmaram que a preocupação está na rápida propagação da linhagem e na “menor imunidade populacional frente às mudanças antigênicas apresentadas pelo vírus”.
Grupos de maior risco
Idosos, crianças pequenas, pessoas com doenças crônicas e indivíduos imunocomprometidos correm mais risco e concentram a maior parte das hospitalizações e mortes por influenza. Esses grupos representam cerca de 70% a 80% dos óbitos anuais, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
“A gripe não é uma infecção banal. A melhor resposta continua sendo vigilância, vacinação e preparação”, esclareceu o pediatra e infectologista Renato Kfouri, da SBIm.
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Olga Pankova/Getty Images
*Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.
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