
Parque Ecológico do Tietê, na Zona Leste de São Paulo
Reprodução/Parque Ecológico do Tietê
Uma mulher ainda não identificada foi encontrada morta seminua na manhã de quinta‑feira (14) em uma área de mata próxima ao Parque Ecológico do Tietê, no bairro Vila Santo Henrique, na Zona Leste de São Paulo. O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio.
A vítima estava de vestido vermelho, caída de bruços em uma área erma perto do parque. De acordo com os policiais, ela estava sem as roupas íntimas, com as nádegas expostas e apresentava vermelhidão na região, o que levantou a hipótese de ter sido violentada sexualmente.
Os calçados da vítima não foram encontrados, e uma das meias permanecia em um dos pés. Nenhum suspeito pelo crime havia sido preso até a última atualização desta reportagem.
O corpo foi localizado por trabalhadores que faziam a poda do mato na região, na altura da Via Parque, e acionaram a Polícia Militar (PM) por volta das 8h30.
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Segundo o boletim de ocorrência feito no 24º Distrito Policial (DP), Ponte Rasa, os policiais foram levados por vigilantes do parque até o ponto onde a vítima estava.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), como o corpo “apresentava sinais de violência” e a autoria do crime é desconhecida, o caso foi “encaminhado ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que prossegue com as investigações”.
Laudo do Instituto Médico Legal (IML) irá apontar como a vítima foi morta. A perícia também tenta identificar quem é ela a partir da comparação das suas impressões digitais com o banco de dados da polícia.
‘Maníaco do Parque’
Retrato falado do Maníaco do Parque e ao lado a foto de Francisco de Assis Pereira, preso, apontado como o serial killer
Reprodução / Acervo TV Globo
A morte da mulher perto do Parque Ecológico do Tietê reacende a lembrança de um dos crimes mais emblemáticos envolvendo parques em São Paulo.
Em 1998, a polícia prendeu Francisco de Assis Pereira, acusado de matar sete mulheres e estuprar outras no vítimas dentro do Parque do Estado, na Zona Norte da capital.
Conhecido como “Maníaco do Parque”, Francisco foi condenado pela Justiça a 280 anos de prisão pelos crimes, mas, como foi beneficiado pela lei brasileira que antes não permitia que alguém ficasse preso mais de 30 anos pelo mesmo crime, ele deverá ser solto em 2028.
A lei atual prevê que o tempo máximo de prisão não pode passar de 40 anos.
