Copa 2026: 77% vão assistir em casa e 80% querem novas marcas

Copa do Mundo 2026 tem início no dia 11 de junhoReprodução/Internet

A Copa do Mundo de 2026 ainda nem começou, mas já movimenta um velho hábito brasileiro: transformar a casa no principal palco da experiência coletiva. A pesquisa do PicPay revela algo que vai além da audiência esportiva — mostra um consumidor mais racional, conectado e disposto a experimentar, desde que exista vantagem clara na mesa.

Varejo no centro da Copa

Os números ajudam a desenhar esse cenário. Cerca de 77% dos torcedores pretendem assistir aos jogos em casa, enquanto outros 23% devem acompanhar as partidas na casa de amigos ou familiares. Bares e eventos presenciais aparecem muito atrás.

O dado, por si só, já muda a lógica de consumo do período: a Copa deixa de ser apenas um evento de rua e volta a ser um evento doméstico. E isso mexe diretamente com o varejo.

A televisão lidera as intenções de compra, seguida por camisetas de seleção e itens para churrasco. O brasileiro quer conforto, imagem de qualidade, conveniência e experiência compartilhada. A Copa impulsiona um consumo que mistura entretenimento e convivência social dentro de casa.

Consumidores querem experimentar novas marcas

Mas talvez o dado mais relevante da pesquisa seja outro: oito em cada dez consumidores afirmam que pretendem experimentar novas marcas durante o Mundial. Isso representa uma janela rara para empresas que disputam atenção em um mercado saturado. O consumidor está aberto ao novo — mas não por impulso emocional. Ele continua guiado pela lógica da vantagem percebida.

Desconto, parcelamento e entrega rápida aparecem como os principais gatilhos de decisão. A mensagem é clara: criatividade temática sozinha não converte mais. O marketing da Copa precisa vir acompanhado de benefício concreto.

Novo perfil do consumidor brasileiro

Esse comportamento ajuda a explicar uma mudança importante no perfil do consumo brasileiro. Se em outras décadas a Copa estimulava compras movidas por euforia coletiva, hoje o consumidor combina emoção e pragmatismo. Ele se conecta com o contexto do evento, mas só fecha a compra quando percebe ganho financeiro ou conveniência real.

Há também uma transformação silenciosa no ambiente digital. Com o público em casa e conectado ao celular durante os jogos, a segunda tela deixa de ser complementar e passa a ocupar papel central na jornada de consumo. A experiência da Copa será simultaneamente televisiva, mobile e transacional.

Empresa de inteligência de consumo

É nesse ponto que o PicPay tenta se posicionar não apenas como plataforma financeira, mas como empresa de inteligência de consumo. Ao cruzar comportamento financeiro, hábitos digitais e intenção declarada, a companhia aposta em um modelo que busca antecipar movimentos do mercado quase em tempo real.

Para as marcas, a leitura é objetiva: a Copa de 2026 não será vencida apenas na criatividade publicitária. A disputa acontecerá na capacidade de unir contexto cultural, oferta relevante e precisão de dados.

Porque, no fim, o torcedor brasileiro continua apaixonado por futebol. Mas, na hora de consumir, ele joga cada vez mais com a calculadora na mão.

 

 

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