
Polícia passa a investigar feminicídio contra mulher achada morta em prédio de Franca
A Polícia Militar (PM) prendeu na madrugada deste domingo (17) em Patrocínio Paulista (SP) o homem suspeito de matar Fernanda de Paula Galinto, de 38 anos, em um prédio abandonado de Franca (SP) em janeiro deste ano.
A prisão ocorreu após a Polícia Civil passar a investigar o caso como feminicídio. Inicialmente, a morte de Fernanda havia sido tratada como suicídio, o que acabou sendo descartado no decorrer das investigações (veja abaixo).
Éderson Gonçalves Mendes, de 39 anos, ex-companheiro de Fernanda, é apontado como principal suspeito do crime.
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Alvo de um mandado de prisão temporária de 30 dias, ele era considerado foragido e foi encontrado pelos policiais militares em uma pensão, depois que moradores o reconheceram a partir de imagens de redes sociais. Segundo apuração da EPTV, afiliada da TV Globo, ele estava trabalhando como pintor em Patrocínio Paulista.
Ao ser abordado, de acordo com a PM, o suspeito não ofereceu resistência e foi encaminhado para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Franca, onde permaneceu à disposição da Justiça.
A defesa de Éderson não foi localizada pela reportagem.
Ederson Gonçalves Mendes é suspeito de matar Fernanda de Paula Galinto, em Franca, SP
Arquivo pessoal
Investigação como feminicídio
Em 18 de janeiro deste ano, a vítima foi encontrada morta dentro do prédio abandonado conhecido como “Esqueleto”, localizado na Avenida Adhemar Polo Filho, no bairro Parque dos Limas. O imóvel é frequentado por usuários de drogas e pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Esse caso, inicialmente, foi registrado como suicídio. Mesmo assim, havia uma suspeita de que podia ter ocorrido algo a mais. Instauramos inquérito, o setor de homicídios começou a investigação, e quando recebemos o laudo necroscópico, constatamos que, de fato, não houve suicídio, a moça não pulou do prédio”, disse o delegado Márcio Murari, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca.
De acordo com Murari, o laudo da perícia constatou um traumatismo na cabeça de Fernanda, mas descartou fraturas, o que fez com que a polícia alterasse a linha de investigação.
“O médico legista constatou que ela não apresentava nenhuma lesão grave. A única lesão mais grave que ela tinha é um traumatismo na cabeça, causado por um agente contundente. O resto são hematomas superficiais nos braços, nas pernas, nada de fratura. Quem salta de um prédio daquele tamanho, certamente, haveria uma série de fraturas e outras dilacerações internas.”
Relacionamento amoroso conturbado
Ainda segundo o delegado, as investigações apontaram que Fernanda e o suspeito viviam um relacionamento amoroso conturbado, com histórico de agressões do homem contra a mulher, que vivia em situação de rua.
“Começamos a investigar, ouvir pessoas, testemunhas. Conseguimos trazer o histórico dessa moça, que estava vivendo em situação de rua. Conseguimos chegar até esse rapaz, que tinha um relacionamento amoroso, também era um usuário de drogas. O relacionamento deles era bastante conturbado, havia já uma série de agressões anteriormente praticadas por esse rapaz.”
A vítima deixou cinco filhos, sendo que três deles estão sob cuidados da família e os outros dois mais novos, que são gêmeos, foram adotados.
Prédio abandonado onde mulher foi achada morta, em Franca, SP
Reprodução/EPTV
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